Atirador mata 26 em escola americana
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sábado, 15 de dezembro de 2012
Folhapress 
São Paulo - Um atirador invadiu uma escola primária na Costa Leste dos EUA e, segundo a polícia, matou 26 pessoas - entre elas, a própria mãe e 20 crianças com idades de cinco a dez anos - e se suicidou.
O local do ataque foi a escola primária Sandy Hook, em Newtown, cidade de 27 mil habitantes em Connecticut, a cerca de 130 km de Nova York.
O acusado pelo massacre, Adam Lanza, 20 anos, era filho de Nancy Lanza, professora que trabalhava no local.
Por volta das 9h30 de ontem (12h30 no Brasil), Lanza entrou armado em uma sala de aula e matou a mãe e as crianças. Continuou atirando até vitimar mais cinco adultos - incluindo a diretora, Dawn Hochsprung - antes de se suicidar. Toda a ação, disse a polícia, ocorreu em duas salas da escola. Não há explicação ainda para o crime.
A polícia diz que outro corpo, achado fora da escola, está ligado à chacina - a informação de que seria o pai do atirador, divulgada pela agência AFP, não foi confirmada.
Policiais informaram ainda que um irmão de Lanza, Ryan, havia sido detido para interrogatório sobre o caso.
Ele foi inicialmente identificado como o autor. Um perfil no Facebook com nome igual ao dele foi divulgado por redes de TV e acabou sendo alvo de ataques de internautas, antes que a confusão fosse desfeita.
É o pior massacre numa escola primária no país e um dos piores em instituições de ensino americanas - o maior número de vítimas foi na universidade Virginia Tech, em 2007, quando o estudante Seung Hui-Cho matou 32 pessoas antes de se suicidar.
Nos últimos seis meses foram registradas a morte de 12 pessoas por um atirador em um cinema de Aurora, periferia de Denver, e de seis fiéis em um templo sikh de Milwaukee invadido por outro homem armado.
Obama
Enxugando as lágrimas, o presidente Barack Obama prestou condolências às famílias das vítimas em Newtown, afirmou que os EUA já tiveram tragédias demais com atiradores e conclamou a população a se unir por uma ação decisiva que impeça outras mais, sem dar detalhes.
''Teremos que nos unir e tomar uma ação decisiva para evitar tragédias fúteis como essa, independentemente da política'', declarou Obama em um pronunciamento de cinco minutos na tarde de ontem interrompido três vezes para conter a emoção.
Não ficou claro se Obama se referia a propostas para proibir a venda e o porte de armas por cidadãos comuns, garantidos na Constituição americana e intensamente questionados no desenrolar de episódios como de ontem.
No Twitter, ''controle de armas'' (#guncontrol) estava entre os dez tópicos mais discutidos no país ontem. Os outros nove também se referiam ao crime, sendo que um deles falava da arma usada.
O prefeito de Nova York, Michael Bloomberg, rebateu, dizendo que ''apenas pedir 'ação significativa' não é suficiente''. ''Precisamos de ação imediata'', afirmou ele, que integra a coalizão de prefeitos contra as armas.
Mais cedo, o porta-voz do presidente, Jay Carney, havia dito que o dia não era apropriado para debater o controle de armas. ''Haverá um dia para fazermos os debates pertinentes em Washington'', afirmou, acrescentando que o presidente acompanhava as notícias ''também como pai''.


