Atirador de Hebron teria um cúmplice
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sexta-feira, 03 de janeiro de 1997
Reuter 
JERUSALÉM - O soldado Yuval Yibli, de 21 anos, foi preso ontem pela polícia israelense sob suspeita de ter colaborado com Noam Friedman, o colono-soldado de 22 anos que feriu quarta-feira sete palestinos no mercado aberto de Hebron. De acordo com fontes policiais, Jibli pertence à mesma unidade de Friedman, em Maaleh Adumim, perto de Jerusalém.
Autoridades israelenses pediram ontem o prolongamento da prisão preventiva de Friedman por 10 dias, enquanto o Exército prepara o processo contra ele. Na qualidade de soldado, o agressor será julgado por um tribunal militar, por tentativa de assassinato e ofensa ao Estado.
Ontem, Friedman disse à imprensa que quis vingar a morte de um companheiro de farda, Najshon Waksman, sequestrado e assassinado há alguns anos por militantes do grupo fundamentalista Hamas. Também declarou ter agido para vingar o assassinato do rabino extremista Meir Kahana e de Baruch Goldstein, que matou 29 palestinos em Hebron, em 1994, e foi linchado. Quarta-feira, ele havia dito aos investigadores que pretendia impedir a conclusão do acordo que devolve Hebron ao controle palestino.
Enquanto as autoridades levam adiante o processo contra Friedman, analistas israelenses indagavam ontem por que o Exército não foi eficiente em detectar a possível instabilidade mental do soldado, que não hesitou em esvaziar o pente de seu fuzil automático M-16 contra homens, mulheres e crianças.


