Atentados suicidas deixam 20 mortos em Ramadi
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segunda-feira, 07 de maio de 2007
France Presse 
Bagdá - Pelo menos 20 pessoas morreram ontem em dois atentados suicidas com carros-bomba na região oeste do Iraque, um dia depois de um domingo sangrento, com ataques que mataram 60 iraquianos, oito militares americanos e um jornalista russo.
''Um carro-bomba dirigido por um terrorista explodiu perto de um mercado, cinco quilômetros ao norte de Ramadi, ao meio-dia'', declarou o coronel Tarek al-Dulaimi, da polícia da província de Al-Anbar, da qual Ramadi é a capital. ''Outro carro-bomba explodiu perto de um posto de controle da polícia, 10 minutos mais tarde'', acrescentou. ''No total, 20 pessoas morreram nos dois atentados suicidas, que também deixaram dezenas de feridos'', disse o oficial.
Antigo reduto rebelde e feudo da insurreição sunita no Iraque, Ramadi é cenário de combates entre grupos ligados à Al-Qaeda e as tropas americanas e seus aliados tribais.
Porém, nas últimas semanas os confrontos haviam perdido força e a melhoria da situação em Ramadi constituía uma das poucas boas notícias para os Estados Unidos no Iraque.
Os atentados aconteceram depois de um terrível domingo para o Exército americano, que perdeu oito oficiais, seis deles em um ataque com bomba na passagem de sua viatura pela província de Diyala, ao nordeste de Bagdá.
Estas mortes elevam a 3.374 o número de militares americanos mortos no Iraque desde a invasão de março de 2003, segundo uma contagem da AFP com base em dados do Pentágono.
A explosão de bombas de fabricação caseira na passagem de patrulhas é a principal causa de morte dos soldados americanos no Iraque.
Um fotógrafo russo também morreu no ataque de Diyala, informou o embaixador de Moscou em Bagdá, Vladimir Chamov. ''A morte foi confirmada ontem pela manhã. Trata-se de Dimitri Chebotaiev'', declarou Chamov.
Chebotaiev, 29 anos, era um fotógrafo independente que estava no Iraque a serviço da versão russa da revista americana Newsweek.
A província de Diyala, onde vivem xiitas, sunitas e curdos, é cenário de atos de violência religiosa todos os dias.
Os civis iraquianos pagam o preço mais caro da guerra. No domingo, 60 morreram em atentados. O pior deles resultou na morte de 33 pessoas no bairro de Bayaa, de maioria chiita, ao sudoeste de Bagdá.
Os familiares das vítimas, revoltados, denunciaram a incompetência da polícia e a ineficácia do governo.
Quase 85.000 militares americanos e oficiais iraquianos estão mobilizados em Bagdá como parte de um plano de segurança para a capital.


