Tashkent - Três atentados suicidas foram cometidos ontem em Tashkent contra as embaixadas americana e israelense e contra o Ministério Público, causando pelo menos dois mortos além dos camicases, num momento em que começava no Uzbequistão o julgamento de supostos islamitas acusados de terem provocado ataques terroristas em março passado.
Segundo diversas fontes autorizadas, os ataques foram praticados por camicases que carregavam cinturões de explosivos. ''Dois seguranças morreram perto da embaixada israelense'', especificou a televisão nacional.
De acordo com Zwi Cohen, o embaixador do Estado hebreu no Uzbequistão, os dois eram funcionários locais.
Já o atentado suicida cometido contra o Ministério Público causou ''pelo menos cinco feridos'', informou o ministro uzbeque do Interior, Zakir Almatov. A porta de entrada do Ministério, apesar de ser bem reforçada, foi projetada a quinze metros de distância pelo impacto da explosão, constatou a AFP. Pedaços de corpos jaziam no vestíbulo.
O trágico cenário se repetiu perto da embaixada americana, onde ''havia partes humanas espalhadas'', contou uma mulher, que saiu apressadamente da sua casa quando ouviu a explosão.
Uma fonte citada pela agência Interfax anunciou que o atentado havia provocado oito mortos, entre eles quatro policiais. No entanto, esta informação não foi confirmada oficialmente.
Uma enfermeira do hospital central de Tashkent, que não quis ser identificada, declarou à AFP que os três atentados deixaram mais de cinco mortos.
''Recebemos dois corpos de vítimas do atentado perto da embaixada israelense, outros três mortos no ataque contra a embaixada americana, e outros mais procedentes da egípcia'', localizada diante da missão diplomática americana, afirmou a enfermeira.
As forças de segurança bloquearam rapidamente as entradas e saídas da capital uzbeque, e as medidas de segurança foram reforçadas perto dos edifícios oficiais.

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