Atentados matam na Colômbia
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segunda-feira, 11 de agosto de 2003
France Presse 
Bogotá A Colômbia tem sido sacudida por uma ofensiva guerrilheira que nos últimos três dias deixou um saldo de oito mortos todos civis e 22 feridos em quatro atentados com carros-bombas, o que motivou ontem um pronunciamento do presidente Álvaro Uribe aos comandos militares.
A força pública tem de ser apoiada e estimulada, mas também exigida. Temos a consciência de que os comandantes das brigadas e dos batalhões vão bem, mas sabemos dos que estão mal. Esses devem apresentar sua renúncia, frisou o presidente, após se reunir com a ministra da Defesa, Martha Lucía Ramírez e a cúpula militar.
Os atos terroristas, registrados em cidades dos departamentos de Arauca, Meta e Cundinamarca, estão sendo atribuídos à guerrilha das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc).
A onda de atentados começou na sexta-feira, quando um carro-bomba explodiu na localidade de Saravena, em Arauca, provocando a morte de cinco pessoas, incluindo duas crianças.
O carro-bomba foi ativado perto de uma patrulha militar que realizava operações na localidade, de acordo com autoridades, que ofereceram uma recompensa de 17 mil dólares por informação que ajude na captura dos responsáveis.
Um dia depois, outro carro-bomba foi detonado em uma estrada de Cundinamarca entre Bogotá e o município de Cáqueza , a 80 km da capital colombiana, causando a morte de um operário que trabalhava no local e deixando gravemente ferido um policial.
Pelo terceiro dia consecutivo, as Farc ativaram na noite de domingo um veículo carregado com 80 quilos de explosivos no município de San Martín, Meta, o que deixou um saldo de um morto e 17 feridos.
O caminhão-bomba explodiu bem próximo a um posto de gasolina na entrada da cidade (200km de Bogotá), também provocando danos em casas e estabelecimentos comerciais.
Outros veículos carregados de explosivos não chegaram a ser detonados pela guerrilha em Meta, na estrada entre os povoados de Fuente de Oro e Puerto Lleras, informou ontem o comandante de polícia, coronel José Arnulfo Oliveros.
Estamos arrasados, muito tristes... Os que ordenaram esses atentados são doentes, de mente má. Esses atos matam gente inocente, que nada tem a ver com o conflito, lamentou ontem o prefeito de San Martín, Eduardo Díaz.


