São Paulo - Autoridades locais confirmaram ontem à tarde que pelo menos 41 pessoas morreram por conta dos três atentados ocorridos ontem em Bagdá. Três carros-bombas explodiram próximo a representações diplomáticas, deixando 224 feridos.
Dois dos atentados com carro-bomba foram perpetrados no bairro de Mansur (Oeste da capital), onde estão várias embaixadas. Poucos minutos depois, uma terceira explosão ocorreu próxima da representação diplomática do Irã no bairro de Salhiyé, no Centro da capital, e que fica próxima da ''zona verde'', uma área ampla da cidade que conta com medidas especiais de segurança.
A polícia já sabe que foram ataques suicidas. Os motoristas de dois carros-bombas estavam atados a cintos de explosivos como carga adicional. As autoridades já consideram os eventos como a pior tragédia desde 25 de janeiro, quando 36 morreram e uma centena se feriu.
Uma das explosões ocorreu a 150 metros da embaixada espanhola, porém não houve vítimas. Outra explosão afetou diretamente o consulado egípcio, provocando a morte de um número ainda não determinado de agentes de segurança. Pelo menos quatro funcionários foram feridos. O atentado no centro de Bagdá aconteceu próximo à embaixada iraniana, levando à morte de dois agentes de segurança iraquianos.
O porta-voz do Plano de Segurança de Bagdá, o general Qasim Atta, afirmou e que as suspeitas apontam para o grupo terrorista Al Qaeda e partidários do antigo regime de Saddam Hussein. A força das explosões balançou edifícios e varou janelas por quilômetros de distância.
As autoridades também reportaram que um quarto atentado foi evitado, quando forças de segurança atiraram e mataram um homem que carregava um cinto de explosivos, em outra zona da cidade também caracterizada por conter representações diplomáticas.

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