São Paulo- Ao menos 41 pessoas morreram e 150 ficaram feridas em três atentados com carros-bomba em Amara, no sul do Iraque, onde grupos xiitas rivais vêm lutando por poder e pelo controle de reservas petrolíferas. O ataque triplo foi o mais mortífero no país em quatro meses, revelando a volatilidade do sul do Iraque. Tropas britânicas haviam se retirado de Amara em abril.
Em Bagdá, outro carro-bomba matou cinco pessoas e feriu 13. Segundo a polícia, o alvo era um posto policial.
Os ataques se contrapõem a dados divulgados recentemente pelos EUA, que indicam uma redução da violência na capital e em boa parte do resto do país.
O número médio de corpos que aparecem nas ruas de Bagdá caiu para cerca de 5 por dia, ante 35 oito meses atrás. Os ataques suicidas no Iraque também diminuíram: foram 16 em outubro, metade do registrado no mesmo mês em 2006. A melhora nos índices ocorre cinco meses após os EUA enviarem 30 mil soldados extras para o Iraque, ainda que a sustentabilidade da da situação de segurança seja incerta.
Segundo autoridades iraquianas, as explosões em Amara ocorreram em um curto intervalo de tempo, por volta das 10 horas locais, destruindo prédios e enchendo hospitais com vítimas. ''Vi carne humana voando aqui e ali'', disse Zahra Muhammad Hussein, atingido quando chamava um táxi.
As tropas britânicas passaram aos iraquianos o controle da Província de Maysan, da qual Amara é capital, há oito meses, como parte de uma retirada planejada de tropas estrangeiras na região sul.
Não ficou claro quem foi o responsável pelos atentados em Amara. No passado, geralmente, grupos radicais sunitas estiveram por trás dos grandes ataques no Iraque, mas Amara é controlada por xiitas.

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