Atentados matam 41 em Casablanca
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sábado, 17 de maio de 2003
France Presse 
Casablanca, Marrocos Uma série de atentados suicidas contra Casablanca matou 41 pessoas, conforme o balanço mais recente, divulgado ontem, e deixou centenas de feridos, na noite de sexta-feira, revelou o ministro marroquino do Interior, Mustafa Sahel. O ministro destacou que a onda de atentados ''tem a marca do terrorismo internacional'' e que ''o objetivo dos terroristas é atingir o processo democrático do Marrocos e seu pluralismo'' político. O país ''não se deixará intimidar por pessoas que matam inocentes''.
Perguntado se os atentados têm relação com os recentes ataques terroristas em Riad, o ministro do Interior disse que ''há semelhança no modo de operar'' nos dois casos.
Segundo Mustafa Sahel, dez terroristas suicidas morreram nos ataques a bomba e a ação ''mais letal'' ocorreu na Casa de Espanha, no Centro de Casablanca.
''A maior parte das vítimas dos atentados é marroquina'', disse o ministro, destacando que três pessoas, incluindo um terrorista ferido, foram detidas, todas de nacionalidade marroquina.
Ocorreram explosões em cinco locais diferentes da cidade e segundo a agência oficial Map, três atentados foram realizados com carros-bomba.
Segundo o ministro, células de crise foram montadas em Casablanca e em Rabat e ''a situação está totalmente sob controle''. O rei Mohammed VI também ''acompanha a situação permanentemente''.
De acordo com testemunhas entrevistadas pela AFP, dois terroristas suicidas foram retirados dos escombros da Aliança Israelita e um outro suicida teria explodido uma bomba na entrada do hotel Farah Maghreb (antigo hotel Safir), ao ser interpelado pelo porteiro quando tentava entrar no local.
Várias bombas explodiram simultaneamente às 22 hors local e os terroristas também atacaram o hotel Salah e o bairro de Ain Diab (Oeste), onde há centenas de cafés e restaurantes. Ocorreram pelo menos três explosões neste bairro.
De acordo com o último balanço, qualificado como ''quase definitivo'', a prefeitura afirma que entre os feridos, 55 já abandonaram o hospital.
A prefeitura de Casablanca desmentiu finalmente ''os rumores sobre uma nova explosão ontem''.


