Atentados levam pânico à capital do Canadá
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quinta-feira, 23 de outubro de 2014
Giuliana Vallone<br>Folhapress 
Nova York - O pânico tomou conta da calma capital do Canadá, Ottawa, nesta quarta-feira, depois que um homem armado matou um policial e atirou várias vezes dentro do Parlamento antes de ser morto. Foi o segundo ataque a policiais no país em três dias. Embora a motivação ainda seja desconhecida, há suspeitas de que os ataques possam ser uma resposta ao apoio do Canadá à coalizão liderada pelos EUA para combater a facção Estado Islâmico.
Por volta das 10 horas locais (12 horas do Brasil), um homem atirou pelo menos duas vezes em um soldado que fazia a guarda do Memorial Nacional de Guerra. Ele morreu horas depois. Em seguida, o atirador entrou no Parlamento, que fica próximo ao memorial, onde disparou dezenas de tiros nos corredores e acabou morto.
A polícia investiga um homem chamado Michael Zehaf-Bibeau, cidadão canadense nascido em 1982, e convertido ao islã, como possível suspeito. Uma teoria é de que seria um "lobo solitário", no jargão das autoridades antiterror. Ou seja, alguém agindo individualmente inspirado por grupos radicais islâmicos, mas sem necessariamente estar a serviço deles.
Mesmo depois de o atirador ser morto, a polícia continuou procurando por mais suspeitos de participar do ataque. Inicialmente, informações divulgadas pela imprensa canadense apontavam que duas ou três pessoas estavam envolvidas. Mais tarde, a polícia não quis comentar se havia outros suspeitos, dizendo que a situação era "dinâmica" e que poderia haver outros desdobramentos. Também houve relatos de um tiroteio em um shopping próximo ao Parlamento, desmentido depois.
Um hospital de Ottawa divulgou ter recebido quatro pacientes após o ocorrido, três em situação estável. Um deles tinha um ferimento a bala, mas não corria risco. O primeiro-ministro do Canadá, Stephen Harper, e dezenas de parlamentares, jornalistas e funcionários estavam no Parlamento no momento do tiroteio.


