Atentados em Bagdá deixam 80 mortos
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terça-feira, 13 de fevereiro de 2007
France presse 
Bagdá- Pelo menos 79 pessoas morreram e 165 ficaram feridas ontem em dois atentados com bombas em mercados do centro de Bagdá, apesar das operações de segurança das forças americanas e iraquianas.
O duplo atentado aconteceu no dia em que os xiitas recordam o primeiro aniversário, segundo o calendário muçulmano, do atentado de 22 de fevereiro de 2006 contra o mausoléu xiita de Samarra, que desencadeou a violência religiosa no país.
''Esperamos que o número (de vítimas fatais) aumente, pois há muitos feridos com gravidade nos hospitais'', disse o diretor de operações do Ministério do Interior, o general Abdel Karim Khalaf. Um balanço anterior mencionava 60 mortos.
O primeiro atentado, com carro-bomba, aconteceu às 12H15 locais (7H15 de Brasília) e teve como alvo um centro comercial próximo ao movimentado mercado de Shorja, o maior da capital, situado ao lado leste do rio Tigre.
Quinze minutos depois, uma bomba de fabricação caseira explodiu no mercado de Haraj, a uma distância de aproximadamente a um quilômetro do primeiro ataque.
De acordo com testemunhas, dois carros-bomba explodiram no subsolo de um grande centro comercial perto de Shorja. As lojas do edifício de dois andares, ocupadas por comerciantes de roupas, foram incendiadas. ''Meu negócio pegou fogo totalmente, perdi 100.000 dólares'', declarou em meio às lágrimas o lojista Mohamed Haida.
''Os funcionários do governo ficam tranquilamente em seus escritórios, sentados nas cadeiras'', protestou o comerciante, lamentando a falta de ação das autoridades ante a insegurança.
Os atentados coincidiram com o fim dos 15 minutos de interrupção das atividades por parte dos iraquianos a pedido do primeiro-ministro Nuri al-Maliki para relembrar o atentado de Samarra, cidade sunita ao norte de Bagdá. Segundo a ONU, pelo menos 34.000 pessoas faleceram em atos de violência religiosa no Iraque em 2006.
Em um comunicado divulgado para a ocasião, o grande aiatolá Ali al-Sistani, principal autoridade religiosa xiita do país, pediu tolerância aos fiéis.


