Bagdá - Ao menos 88 pessoas morreram neste sábado e domingo no Iraque e mais de 400 outras ficaram feridas em uma série de atentados, incluindo a explosão de uma bomba perto de um consulado francês no sul de Bagdá. Estes ataques elevam para 118 o número de mortos em meio à violência no Iraque desde o início de setembro.
A maioria dos ataques aconteceu antes da condenação à morte do vice-presidente sunita Tarek al-Hashemi, considerado culpado por tramar a morte de duas pessoas. Hashemi nega as acusações e denuncia um julgamento com fins meramente políticos.
Em Nassiriah, ao sul de Bagdá, uma bomba colocada num carro estacionado perto do consulado da França explodiu. Segundo as autoridades, uma pessoa morreu e outra ficou ferida. De acordo com uma fonte diplomática francesa, o cônsul honorário não se encontrava no local. Na mesma cidade, um atentado com carro-bomba diante de um hotel deixou dois mortos e outros tantos feridos, informou o diretor do hospital municipal.
O atentado mais violento aconteceu no início da manhã de domingo em um mercado próximo ao mausoléu do imã xiita Ali al Sharki, sul do país, onde explodiram dois carros-bomba. Quatorze pessoas morreram e 60 ficaram feridas, segundo o médico Ali al-Alaa dos serviços sanitários da província de Missane.

Pena de morte


Um tribunal iraquiano condenou à morte ontem o vice-presidente Tarek al Hashemi, um dos principais dirigentes sunitas do país, pela morte de um advogado e um general. O secretário de Hashemi, que é seu genro, também foi condenado à morte. Atualmente refugiado na Turquia, Hashemi foi julgado à revelia.
Ele e seus guarda-costas são acusados de cometer diversos crimes, entre eles o assassinato de seis juízes, um diretor-geral no Ministério de Segurança Nacional e um oficial do Ministério do Interior. Porém, por falta de provas, 13 guarda-costas do vice-presidente foram postos em liberdade, enquanto outros 73 ficaram detidos.
Hashemi fugiu de Bagdá em dezembro, quando o governo central liderado por xiitas emitiu um mandado de prisão contra ele, acusando-o de comandar esquadrões da morte. Após as acusações, Hashemi buscou refúgio no Curdistão iraquiano, e posteriormente na Turquia.
Na ocasião, ele se ofereceu para ir a julgamento na cidade de Kirkuk -controlada por sunitas e curdos -, mas disse que não iria enfrentar as acusações em Bagdá, por acreditar que os tribunais são controlados pelo primeiro-ministro, Nouri al Maliki. (Com Folhapress)

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