Kirkut - Quatorze pessoas foram mortas e mais de 70 foram feridas ontem em uma série de atentados com carros-bombas em Kirkuk, no norte do Iraque.
O primeiro carro-bomba do dia, dirigido por um terrorista suicida, explodiu no centro de Kirkuk, na passagem de um comboio do Serviço de Proteção à Infra-estrutura. O atentado deixou cinco mortos e dez feridos, informou o general da Polícia Adel Ibrahim. O Serviço de Proteção à Infra-estrutura, que possui aproximadamente 150.000 membros, é encarregado de vigiar os edifícios oficiais e a infra-estrutura do país.
No sul da cidade, três pessoas foram mortas e nove ficaram feridas no segundo atentado suicida com carro-bomba num mercado popular.
Novamente no centro da cidade, dois estudantes morreram quando um suicida explodiu seu veículo em frente à escola em que estudavam. Além disso, 25 alunos ficaram feridos.
Três civis morreram em dois outros ataques com carro-bomba contra patrulhas da polícia. Ao mesmo tempo, uma bomba explodiu na passagem de uma patrulha da polícia iraquiana em um bairro do sul de Kirkuk, deixando oito feridos.
O chefe da Polícia de Kirkuk, general Torhane Youssef, informou que o registro dos atentados chegou a 14 mortos e 72 feridos. Ele anunciou que o toque de recolher deveria estar em vigor de 21h00 (15h00 de Brasília) às 06h00.
Os atentados aumentaram nos últimos meses na cidade de Kirkuk com ações violentas de grupos ligados à rede terrorista al-Qaeda.
As autoridades da cidade haviam estabelecido no dia 7 de outubro um toque de recolher de dois dias para buscar grupos rebeldes e armas.
As autoridades da cidade iraquiana de Balad, a 75 km do norte de Bagdá, também informaram que os enfrentamentos entre xiitas e sunitas iraquianos no local estão matando dezenas de pessoas.
Segundo o vice-governador da província de Salaeddine, Abdallah Hussein Jabarah, estas violências começaram quando os membros da rede terrorista Al-Qaeda sequestraram e executaram na sexta-feira 14 operários xiitas de Balad. ''Após este incidente, os habitantes de Balad sequestraram 70 pessoas de um vilarejo sunita e de outras localidades de Balad'', explicou.

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