Atentados causam 17 mortes e ferem 150
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domingo, 10 de março de 2002
France Presse 
Jerusalém - Dois atentados que custaram a vida de 14 israelenses e dos três palestinos que os cometeram, assim como ferimentos a outras 150 pessoas, seguidos de ataques israelenses e da destruição dos escritórios do presidente Yasser Arafat foram ontem o resultado de uma nova onda de violência na região.
Essa nova série de ataques e vinganças mútuas acontece a poucos dias da chegada do mediador norte-americano Anthony Zinni, prevista para quinta-feira.
Em Jerusalém, um camicase explodiu uma bomba, poucas horas depois do Shabbat, o descanso judio, em um café cheio de gente em pleno centro da cidade, a algumas dezenas de metros da casa do primeiro-ministro Ariel Sharon.
A bomba matou pelo menos 12 israelenses, o camicase, e feriu mais de 100 pessoas.
Em Netanya, a norte de Tel Aviv, dois palestinos abriram fogo, com armas automáticas e granadas, contra uma multidão, matando uma mulher, um bebê árabe israelense, e ferindo outras 50 pessoas, antes de serem mortos.
O governo israelense vê nesses atentados uma tentativa dos elementos mais extremistas para sabotar a missão de Antony Zinni à região.
Na noite de sábado, em um ataque de envergadura sem precedentes, helicópteros do exército israelense, assim como naves da marinha, destruíram completamente os escritórios do presidente Yaser Arafat em Gaza.
Durante o ataque mais de trinta explosões de enorme força sacudiram toda a cidade, indicaram jornalistas da AFP, informando também que desde a meia-noite a aviação israelense sobrevoava sem parar a cidade.
Na manhã de ontem, um palestino foi morto na Faixa de Gaza depois de ter ferido dois israelense. O homem disparou à queima-roupa com um revólver contra um soldado israelense na entrada da colônia de Netzarim, perto da cidade autônoma de Gaza, e causou ferimentos muito graves.
Com essa última morte aumenta para 1.465 o número de mortos desde o início da Intifada, em setembro de 2000: 1.109 palestinos e 332 israelenses.
E desde a invasão, pelo exército israelense, há dez dias, de dois acampamentos de refugiados palestinos no norte da Cisjordânia, o conflito deixou, até ontem, 177 mortos (125 palestinos, 52 israelenses).
No fechamento desta edição, a AFP noticiou que um israelense foi ferido na noite de ontem por tiros de uma arma automática contra uma boate vizinha a uma sinagoga de Ashdod (Sul de Israel). A polícia prendeu um palestino suspeito de ter sido o autor dos disparos, anunciou um policial na rádio militar.


