Uma forte explosão, ocorrida ontem, num mercado lotado na cidade sulista russa de Vladikavkaz, matou mais de 60 pessoas e feriu cerca de 100. Autoridades disseram que se tratou de um atentado à bomba. ‘‘A explosão ocorreu no local onde eles vendem batatas. Existe um monte de gente morta lᒒ, afirmou por telefone um porta-voz do Ministério das Emergências da Rússia. Imagens de televisão mostraram destroços ensanguentados de barracas com corpos espalhados em meio a batatas e roupas. Paramédicos corriam com feridos em carrinhos de mercado para ambulâncias próximas.
Autoridades de emergência em Vladikavkaz disseram que policiais acreditavam que 61 pessoas tinham morrido até a noite de ontem. O número de vítimas aumentou rapidamente durante o dia.
Ninguém assumiu responsabilidade pela explosão.
Lev Dzugayev, secretário de imprensa do governo regional chefiado por Alexander Dzasokhov, disse por telefone de Vladikavkaz que a explosão foi causada por uma bomba.
‘‘Aconteceu numa hora quando havia muitas pessoas no mercado’’, afirmou.
O presidente Boris Yeltsin, que deixou o hospital na quinta-feira depois de um longo período de tratamento, falou na televisão na noite de ontem, expressando pesar e prometendo punir os responsáveis.
Vladikavkaz, capital da região da Ossétia do Norte, fica a cerca de 50 km da separatista Chechênia.
A guerra de independência de 21 meses da Chechênia com Moscou terminou em 1996, mas ela e províncias vizinhas continuam voláteis.
Yeltsin ordenou que Primakov investigasse o incidente e despachou o ministro do Interior, Sergei Stepashin, e o chefe do Serviço de Segurança Federal, Vladimir Putin, para o local.
A região é infestada de armas, e sequestros e outros crimes violentos são frequentemente noticiados na Chechênia ou na suas proximidades.
Vladikavkaz foi palco de confrontos em 1991 e 1992 entre ossetianos étnicos e ingush étnicos, dezenas de milhares dos quais foram expulsos de suas casas e não mais conseguiram retornar.

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