São Paulo - Um ataque suicida palestino matou ao menos nove pessoas e feriu outras 40 ontem em Tel Aviv. A explosão ocorreu em um ponto próximo de uma antiga estação de ônibus ao sul da cidade. O atentado ocorreu duas horas após o início de uma cerimônia de posse do novo Parlamento (Knesset) liderado pelo Kadima.
  Os grupos extremistas Jihad Islâmico e Brigada dos Mártires de Al Aqsa reivindicaram o ataque, segundo o jornal israelense ‘‘Haaretz’’. Fontes da segurança palestina identificaram o suicida como Sami Salim Hamad, ativista do Jihad Islâmico que mora em Qabatiyah, na região de Jenin, na Cisjordânia. Informações iniciais davam conta de que o suicida poderia ser uma mulher.
  Forças de segurança haviam alertado para a possibilidade de ataques do Jihad Islâmico e de outros grupos terroristas nas últimas semanas. No domingo, o líder do Jihad Islâmico, Ramadan Shallah, afirmou, em um comunicado, que o grupo estava realizando ‘‘esforços ininterruptos’’ para infiltrar suicidas vindos da Cisjordânia em Israel.
  ‘‘A repressão contínua à nossa resistência limita nossos esforços, mas não vamos interrompê-los’’, afirmou Shallah em um comunicado divulgado no site do grupo extremista na internet.
  A explosão quebrou janelas de carros e de edifícios próximos da estação, espalhando pedaços de vidro pelas ruas. Garrafas e outros resíduos da explosão foram vistos a uma distância de até 25 metros do local.
  Pouco depois o ataque, dezenas de veículos militares israelenses foram enviados para a cidade de Nablus, no norte da Cisjordânia, em uma aparente tentativa de prender supostos terroristas palestinos.
  Forças de segurança pararam uma van azul suspeita de ter sido usada na ação em um posto de controle na estrada que leva de Tel Aviv a Jerusalém. Três ocupantes do veículo foram detidos para interrogatório.
  O atentado de ontem atingiu um restaurante que foi alvo de um outro ataque ocorrido em 19 de janeiro último, que deixou 20 feridos. O local fica próximo da estação de ônibus atingida no ataque de ontem, no movimentado bairro de Neve Shaanan, em Tel Aviv.
  O ataque suicida foi o primeiro contra Israel desde a posse do Parlamento palestino liderado pelo grupo extremista Hamas, há cerca de duas semanas.
  Raanan Gissin, porta-voz do premiê interino israelense, Ehud Olmert, afirmou que Israel considera o governo palestino liderado pelo Hamas ‘‘responsável’’ pelo ataque.
  ‘‘Essa Autoridade Nacional Palestina (ANP), que claramente se define como uma entidade terrorista, tentou obter apoio terrorista em mais de uma ocasião, e nós agiremos de acordo’’, afirmou Gissin.
  Um porta-voz do Hamas disse que o ataque foi ‘‘um ato de auto-defesa’’. Saeb Erekat, assessor do líder palestino Mahmoud Abbas, condenou o ataque. ‘‘Eu condeno este ataque em nome do presidente Abbas e peço que as facções palestinos cessem a violência. Ataques deste tipo prejudicam os interesses palestinos.’’

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