Atentado suicida mata 17 em Jerusalém
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quarta-feira, 11 de junho de 2003
Agência Folha 
Jerusalém- Um atentado suicida contra um ônibus no centro de Jerusalém deixou ontem pelo menos 16 mortos, além do homem-bomba, e cerca de 30 feridos, afirmou a TV pública israelense. Após o ataque terrorista, Israel lançou um bombardeio contra Gaza matando seis pessoas. O atentado suicida ocorreu um dia depois de um ataque israelense frustrado em Gaza contra um dos principais líderes do grupo extremista islâmico Hamas, Abdelaziz Al-Rantissi.
Nenhum grupo se responsabilizou pela explosão. Mas o Hamas havia ameaçado Israel com represálias depois da tentativa de eliminação de seu chefe. O ataque ocorreu na rua Jaffa, centro comercial da cidade. Após a explosão do ônibus, diversas ambulâncias foram para o local.
Vários paramédicos cuidavam dos feridos na rua. O ataque ocorreu perto do popular mercado Mahane Yehuda, que anteriormente foi alvo de vários ataques.
A explosão destruiu as janelas e abriu um grande buraco do lado esquerdo do ônibus, que havia deixado a estação central de Jerusalém pouco antes do ataque.
Pela manhã, Jerusalém anunciou que se preparava para enfrentar o prometido ''terremoto' de represálias palestinas depois que as forças israelenses tentaram matar anteontem Rantissi em Gaza.
Enquanto a imprensa e os políticos de oposição apóiam as críticas norte-americanas ao ataque contra Rantissi, Israel manteve sua posição e continuou divulgando informações para tentar justificá-la. A rádio militar declarou que os serviços de segurança israelenses tinham informações de inteligência sobre 53 planos de ataques antiisraelenses, a metade deles do Hamas.
De acordo com o material de inteligência reunido por Israel, recentemente Rantissi se mostrou partidário de reativar os atentados suicidas em território israelense durante uma reunião realizada com o líder espiritual do Hamas, o xeque Ahmad Yassin.
O primeiro-ministro israelense, Ariel Sharon, defendeu sua posição e disse que as forças israelenses tentariam encontrar os militantes radicais que ameaçavam as segurança de Israel em qualquer lugar. ''Nossa política não mudou. Continuaremos combatendo o terrorismo em todas as partes'', declarou Sharon, durante a reunião de gabinete ontem de manhã.
O ataque com mísseis disparados por helicópteros que feriu Rantissi em Gaza anteontem provocou novas promessas de vingança do Hamas. Rantissi prometeu vingança, afirmando em seu leito de hospital que ''não deixaria um judeu nos territórios palestinos''.
O Izzedin al Qassam, braço armado do Hamas, prometeu um ''terremoto' de ataques antiisraelenses. O Hamas divulgou um comunicado exigindo que a Autoridade Nacional Palestina suspenda todos os contatos com Israel.
A polícia israelense estava em estado de alerta onteme, mas um porta-voz disse que não planeja novos deslocamentos, já que medidas de segurança máxima estão sendo aplicadas há vários dias.


