Pelo menos duas pessoas morreram, entre elas um soldado israelense, e outras três ficaram feridas, na manhã de ontem, na explosão de um carro-bomba na Faixa de Gaza. Um porta-voz da organização radical islâmica Hamas afirmou que o atentado foi cometido por um de seus militantes. Segundo a Rádio Israel, oficial, um extremista palestino, que morreu no incidente, jogou o carro-bomba contra um ônibus escolar que transportava 40 crianças do assentamento de colonos judeus de ‘‘Kfar Darom’’.
Representantes do governo israelense expressaram que a Autoridade Nacional Palestina é responsável pelo atentado por não ter tomado as medidas necessárias para evitá-lo. Já o diretor do serviço de segurança palestino, Amin el Hindi, disse à Rádio Israel que ‘‘a Autoridade Palestina faz tudo para evitar este tipo de ataque’’ e que ‘‘os inimigos do processo de paz querem mostrar sua força’’.
O chefe espiritual do Movimento da Resistência Islâmica (Hamas), xeque Ahmed Yassin, foi colocado em prisão domiciliar, pela autoridade palestina, após o atentado. Yassin afirmou não ter informação alguma sobre os autores do atentado e reiterou que seu movimento continuará recorrendo à luta armada.
O presidente da Autoridade Palestina, Yasser Arafat, informou ontem ao premier israelense, Benjamin Netanyahu, que condenava o atentado com bomba contra o ônibus escolar israelense na Faixa de Gaza.
‘‘Afirmei a Netanyahu nosso compromisso de mobilizar todos os esforços para encontrar os responsáveis por este ato terrorista’’, declarou o dirigente palestino depois de uma reunião com o ministro mauritânio das relações exteriores, xeque Al-Avia Uld Mohamed Juna, em visita a Israel e Gaza.
Arafat acrescentou que o atentado ‘‘tinha por objetivo impedir a aplicação’’ do acordo de Wye Plantation, firmado semana passada em Washington e que entrará em vigor segunda-feira.
Por este acordo, Netanyahu se compromete a retirar suas tropas de 13% da Cisjordânia em troca de um rigoroso plano palestino de luta antiterrorista.
Segundo Arafat, o atentado de Gaza não resultará num adiamento da aplicação do acordo de Wye Plantation.
Momentos antes, o porta-voz do premier israelense, David Bar-Illan, tinha afirmado por sua vez que Israel não suspenderia a aplicação do acordo por causa do atentado, se os palestinos honrassem seus compromissos de apresentar um plano detalhado de luta antiterrorista.

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