Atentado suicída deixa 7 mortos em Tel Aviv
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quarta-feira, 17 de julho de 2002
France Presse 
Jerusalém Um duplo atentado suicida, na noite de ontem, em Tel Aviv, causou a morte de pelo menos sete pessoas, entre elas os dois camicases, deixando entre 30 e 40 feridos, horas depois de que o Grupo dos Quatro (EUA, Rússia, UE e ONU) se congratulou em Nova York com as reformas efetuadas nas instituições palestinas.
O duplo atentado se produziu numa zona próxima ao antigo terminal central de ônibus e ao principal cinema, um setor do sul de Tel Aviv frequentado por trabalhadores estrangeiros.
O porta-voz do Governo israelense, Avi Pazner, declarou à AFP que o ataque causou a morte de sete pessoas (entre os quais os 2 terrroristas) e deixou entre 30 e 40 feridos. O chefe de polícia de Tel Aviv, Yossi Sedbon, assegurou à rádio pública israelense que os dois suicidas chegaram à frente do cinema e se fizeram explodir a 15 ou 20 metros um do outro.
''Parece que levavam os explosivos numa bolsa e os ativaram com uma espécie de arame. Os explosivos não eram muito volumosos'', afirmou.
Trata-se do primeiro atentado praticado em Israel desde que o exército israelense lançou uma grande ofensiva na Cisjordânia, a 19 de junho passado, em resposta a dois atentados sangrentos cometidos em Jerusalém.
Em telefonema à AFP um interlocutor anônimo assumiu, em nome do movimento radical palestino Jihad Islâmica, o atentado em Tel Aviv.
''Telefono em nome da Jihad Islâmica. Assumimos a responsabilidade pelo atentado de Tel Aviv'', disse, acrescentando que a organização divulgará em breve um comunicado.
A Autoridade Palestina condenou o atentado. ''Isto em nada ajudará o povo palestino'', declarou Ahmed Abdelrahman, secretário de gabinete da Autoridade Palestina do presidente Yasser Arafat.
Trata-se do segundo ataque em dois dias contra civis israelenses. Oito israelenses, entre os quais figuravam dois bebês, morreram na véspera no ataque contra um ônibus perto de uma colônia judaica no norte da Cisjordânia.


