Atentado suicida deixa 32 mortos em Bagdá
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terça-feira, 03 de janeiro de 2017
France Presse 

Bagdá - Ao menos 32 pessoas morreram e mais de 60 ficaram feridas nesta segunda-feira (2) em um atentado lançado em um bairro xiita de Bagdá, cometido por um suicida ao volante de um carro-bomba, informaram fontes policiais. As vítimas do atentado são, em sua maioria, trabalhadores que esperavam para ser contratados em uma praça de Cidade Sadr, um bairro situado no nordeste de Bagdá que já foi palco de vários atentados no passado.
O grupo extremista Estado Islâmico (EI) reivindicou a autoria do ataque através de sua agência de propaganda, Amaq. Este atentado foi registrado horas antes da chegada à capital iraquiana do presidente francês, François Hollande.
Segundo um coronel da polícia, ao menos 32 pessoas morreram e 61 ficaram feridas neste atentado, o segundo em 48 horas na capital iraquiana. No sábado, véspera de Ano Novo, um duplo atentado reivindicado pelo grupo Estado Islâmico (EI) em um mercado do centro da cidade deixou 27 mortos e dezenas de feridos. O Iraque é palco frequente de atentados com bombas. Geralmente, são reivindicados pelo grupo extremista sunita, que considera os xiitas, majoritários no Iraque, hereges.
Por sua vez, Hollande, em visita ao Iraque em plena ofensiva contra o EI, afirmou ao chegar no país que 2017 será um "ano de vitória contra o terrorismo". O presidente francês, que já esteve no Iraque em 2014, é até a data o único grande dirigente da coalizão internacional anti-EI, liderada pelos Estados Unidos, a viajar ao Iraque desde a formação da coalizão, há dois anos e meio. "Lutar contra o terrorismo aqui no Iraque também é prevenir atos terroristas em nosso próprio território", disse. A França foi atingida por uma série de ataques extremistas nos últimos dois anos, com um saldo de mais de 200 mortos.
Hollande também destacou a importância da "reconstrução" do Iraque, onde centenas de milhares de pessoas foram deslocadas. Durante a tarde, Hollande visitou Erbil, na região autônoma curda (norte), onde estão mobilizadas as forças especiais francesas que auxiliam os peshmergas curdos na luta pela reconquista de Mossul. Hollande previu que a batalha de Mossul poderá ser ganha "antes do verão" local. "Nos confirmaram que é possível atingir este objetivo, talvez na primavera ou, em todo caso, no verão".
A França é o segundo maior sócio da coalizão militar contra o EI, depois dos Estados Unidos. Desde 2014, lançou mais de mil bombardeios e destruiu 1,7 mil alvos no Iraque e na Síria. Além dos 14 caças de tipo Rafale baseados na Jordânia e nos Emirados Árabes Unidos, cerca de 500 soldados franceses fornecem apoio de artilharia às tropas iraquianas que lutam para recuperar os territórios tomados pelos extremistas, incluindo a cidade de Mossul. "Não terminamos com o flagelo do terrorismo", havia advertido Hollande no sábado em seu discurso de Ano Novo.


