Atentado suicida deixa 25 mortos na Caxemira
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segunda-feira, 01 de outubro de 2001
France Presse<br> De Srinagar, Índia 
Pelo menos 25 pessoas morreram e 30 foram feridas em um atentado suicida realizado ontem ante o parlamento do Estado de Caxemira (Noroeste), reivindicado por islamitas, informaram testemunhas. Um grupo islamita com sede no Paquistão reivindicou a autoria da ação, afirmando que um camicase dirigiu um veículo carregado de explosivos ante o edifício. ''Muitas pessoas sangraram até morrer porque ninguém as socorreu'', disse Abdul Rashid, comerciante local.
O grupo islamita, o Jaish-e-Mohammed, informou a uma agência local de notícias que um paquistanês chamado Wajahat Hussain dirigia o veículo. O movimento afirmou que vários de seus membros penetraram no edifício.
O veículo explodiu depois da saída do primeiro-ministro do Estado, Faroq Abdullah, e de vários membros de seu gabinete, segundo oficiais.
Disparos foram escutados no interior do Congresso depois da explosão, ocorrida no centro da capital de verão de Caxemira, Srinagar, segundo as testemunhas.
Caxemira, dividida entre Índia e Paquistão, países que reivindicam sua soberania, tem sido a causa das três guerras entre os dois países em meio século.
Mais de cem pessoas morreram nos últimos quatro dias em confrontos ou atentados com bomba imputados aos separatistas muçulmanos, que lutam para tomar da Índia o controle de seu único estado de maioria muçulmana.
O incidente se registra num momento em que Paquistão e Índia, adversários regionais, decidiram cooperar com os Estados Unidos depois dos atentados de 11 de setembro em Nova York e Washington.
A Índia afirma que numerosos rebeldes de Caxemira são afegãos ou receberam treinamento no Afeganistão. Alguns podem ter sido chamados pelos talebans ante a iminente ofensiva dos Estados Unidos para capturar Osama bin Laden.
Mas os principais grupos que atuam em Caxemira negaram as acusações indianas. E depois de uma rápida trégua que se seguiu aos atentados de 11 de setembro, os choques em Caxemira foram reiniciados.
Um dos principais grupos separatistas, o Lashkar e Taiba, advertiu na semana passada que lançaria novos ataques suicida contra objetivos indianos se Nova Délhi tentasse aproveitar a situação internacional para intensificar suas operações em Caxemira.


