Atentado no metrô de Moscou mata 39
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sábado, 07 de fevereiro de 2004
France Presse 
Moscou-Um atentado com uma bomba ontem num túnel do metrô de Moscou, na hora do rush, causou pelo menos 39 mortos, logo depois que o presidente Vladimir Putin denunciou os separatistas chechenos que semeiam o ''terror'' na Rússia e assegurou que continuará sendo inflexível. ''Segundo os últimos dados disponíveis, 39 pessoas morreram e 122 foram hospitalizadas'', disse o dirigente da célula de crise, o vice-ministro do interior Alexandre Chekalin.
As equipes de resgate que trabalham no local destacaram que vão dar um balanço definitivo e afirmaram que o número de mortos pode chegar a 50, enquanto se tentava identificar os restos de corpos encontrados.
As testemunhas contavam o que viveram no momento da explosão ocorrida às 8h32 local (3h32 de Brasília) entre as estações de Avtozavodskaya e Paveletskaya, no segundo vagão de um trem que se dirigia ao centro da cidade. ''O trem estava lotado. Houve uma explosão e depois se encheu de fumaça. No túnel, vimos corpos e fragmentos metálicos'', disse à AFP, chorando, Anna Kolmikova, uma funcionária de 51 anos. ''Vi braços e pernas arrancados e muito sangue. Ouviam-se gritos e gemidos'', contou Yuri Dorofev, que estava no primeiro vagão.
Putin reagiu rápido, condenando o terrorismo internacional que chamou de ''peste do século XXI''. Afirmou que não tinha dúvida alguma de que o líder independentista checheno Aslan Maskhadov ''e seus bandidos'' estavam ''relacionados com este horror''. ''A Rússia não negocia com os terroristas, mas os elimina'', advertiu mais uma vez.
Aslan Maskhadov, que sempre se disse contrário aos métodos terroristas para lutar contra as forças russas, negou que os rebeldes estivessem implicados neste atentado, condenado pela comunidade internacional.
''O presidente e o governo da República chechena de Ichkeria (nome da Chechênia independentista) declaram oficialmente que não têm nenhuma relação com esta sangrenta provocação e que a condenam sem reservas'', declarou seu porta-voz Akhmed Zakayev.
Trata-se ''sem dúvida alguma de um atentado'' e a bomba, de uma potência equivalente a 1 quilo de TNT, ''provavelmente estava com um terrorista suicida'', declarou o porta-voz da polícia moscovita, Kirill Mazurin.
Por sua vez, o tenente da prefeitura, Valeri Chantsev, disse que se tratava de 5 quilos de TNT e que não estava ''num cinturão de mártir'' como os usados nos últimos atentados mas numa bolsa ou maleta que alguém deixou no chão.


