Atentado na Rússia foi subornado
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quarta-feira, 15 de setembro de 2004
France Presse 
Moscou - As duas mulheres suspeitas de terem cometido os atentados do último dia 24 contra dois aviões na Rússia, que causou 90 mortes, pagaram subornos para embarcar sem problemas, segundo o promotor-geral russo.
Três semanas depois do duplo atentado em Tula e perto de Rostov, o promotor-geral russo Vladimir Ustinov, citado pela agência Interfax, descreveu nesta quarta-feira o roteiro das terroristas, suspeitas de serem chechenas.
As duas mulheres aterrissaram no dia 24 de agosto no aeroporto de Domodedovo, em Moscou, vindas do Daguestão (Cáucaso russo). Ao chegarem, a polícia pegou seus passaportes e as levou para conversar com o capitão do serviço.
''Este liberou as suspeitas sem ter nenhuma comprovação'', disse Ustinov, que não explicou a razão para serem detidas. Segundo o promotor, ''um homem chamado Arutiunov, traficante de bilhetes de avião, deu a um funcionário da Sibir (companhia aérea) mil rublos (35 dólares)'' para comprar o bilhete de Satsta Yebrijanova com destino a Sochi, próxima ao mar Negro.
De acordo com o promotor, os camicases deram um total de cinco mil rublos (170 dólares) a Armen Arutiunov, que as ajudou a passar pelo controle de segurança, mas não conhecia suas intenções criminosas. Os dois aviões explodiram com poucos minutos de intervalo, um em Tula e outro perto de Rostov e provocaram a morte de todos os passageiros e tripulantes.
VOLTA ÀS AULAS Protegidos por policiais armados, os alunos de Beslan, na Ossétia do Norte (Cáucaso russo), onde no início deste mês houve uma captura de reféns que causou mais de 300 mortes, voltaram às aulas ontem.
Somente um de cada quatro alunos esteve presente neste primeiro dia de aula, que havia sido adiado, primeiro pela captura de reféns e depois em razão de controles de segurança efetuados por técnicos das forças oficiais na segunda-feira e terça-feira.
Na escola nº 6, um policial armado com uma metralhadora estava de guarda na entrada. Somente 20% dos alunos do estabelecimento compareceram às aulas esta quarta-feira. ''Muitos pais não enviaram seus filhos à escola. Têm medo e vão esperar mais um pouco'', disse Olga Kurgasova, que chegou com seu filho de 8 anos.
Os alunos, em seus uniformes azul marinho, chegavam um a um pelas ruas ensolaradas. ''Vamos começar com um minuto de silêncio'', anunciou uma professora, Liubov Vanieva. ''Não poderemos esquecer (a captura de reféns) e ao mesmo tempo devemos fazer com que os nossos alunos entendam que a vida continua em nossa pequena cidade de Beslan'', acrescentou.


