Atentado na Cisjordânia mata menino israelense
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quinta-feira, 12 de dezembro de 1996
Jean Luc Renaudie,<br>da France Presse 
SURDA, Cisjordânia - Um menino israelense de 12 anos morreu e outros seis colonos ficaram feridos ontem, entre eles uma mulher grávida e quatro crianças, ao serem atacados a tiros por palestinos, perto de um assentamento judeu na Cisjordânia, anunciou a polícia.
Posteriormente em Ramalá, Cisjordânia, fontes militares israelenses anunciaram que o exército israelense impôs um bloqueio até novo aviso em torno desta cidade.
Em virtude de disposição do exército israelense, os palestinos não podem sair nem entrar na cidade de 40.000 habitantes, localizada ao norte de Jerusalém.
Enquanto isto, o primeiro-ministro israelense, Benjamín Netanyahu, afirmou que enviou uma dura mensagem ao presidente palestino Yasser Arafat, depois deste primeiro ataque mortífero contra Israel em território palestino nos últimos cinco meses e que até o momento não foi assumido.
Os agressores que, segundo testemunhas, eram três, dispararam com duas armas automáticas contra um veículo no qual viajava uma família de colonos judeus do assentamento de Beit-El, ao norte da cidade autônoma palestina de Ramalá.
Entre os feridos está uma mulher grávida, atingida por três balas, e quatro crianças, segundo a polícia.
O exército e a polícia israelenses fecharam imediatamente a região próxima da aldeia palestina de Surda, a leste de Beit-El.
Segundo a polícia e colonos, os agressores chegaram procedentes de Ramalá num veículo da marca Subaru branco, com placa dos territórios palestinos.
O Subaru ultrapassou o carro em que viajava a família de colonos, um Volswagen Golf azul-marinho, com chapa de Israel, com seus ocupantes disparando contra eles, para em seguida dar meia volta e regressar a Ramalá, acrescentou o porta-voz.
Consideramos este assassinato um ato muito grave, afirmou Netanhayu a partir de Neguev, onde está de férias.
Israel não se calará. É proibido que a Autoridade Palestina dê abrigo a terroristas e a assassinos de crianças, acrescentou o chefe do Governo israelense, citado pela rádio estatal israelense.
É um golpe muito duro, declarou o ministro israelense da Segurança Interna, Afigdor Kahalani, em entrevista à rádio militar israelense, afirmando não estar surpreendido com esta nova tentativa de atingir o povo judeu.
O funcionário rejeitou uma proposta dos colonos no sentido de o exército israelense lançar uma operação no interior da zona autônoma de Ramalá, controlada pela Autoridade Palestina.


