Atentado mata 9 pessoas em Bagdá
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segunda-feira, 19 de julho de 2004
Sébastien Blanc<br>France Presse 
Bagdá - Nove pessoas morreram e 62 ficaram feridas em um atentado suicida cometido ontem contra uma delegacia de Bagdá, no mesmo dia em que o primeiro-ministro, Iyad Allawi, iniciava uma série de viagens a países da região para tentar obter ajuda para estabilizar o Iraque. Enquanto isto, o refém egípcio Sayed Mohammad Sayed al-Gharbawi foi libertado.
''Sayed está comigo, e estamos indo agora à embaixada'', declarou à AFP Mohamed Mamduh Kotb, um diplomata egípcio. Já as Filipinas finalizaram a retirada de seu pequeno contingente do Iraque, em virtude de uma decisão contestada por Washington e Bagdá que visa a conseguir a libertação de um refém filipino.
Repatriando suas tropas, 51 homens, as Filipinas entendem obter a libertação de um dos seus cidadãos mantidos como refém, um motorista, pai de oito filhos, que os sequestradores ameaçam decapitar. Segundo uma fonte governamental em Manila, os captores de Angelo de la Cruz, 46 anos, estariam dispostos a libertá-lo antes do final de julho. Washington, que num primeiro tempo criticou Manila vivamente, minimizou nesta segunda-feira a importância da retirada filipina, apresentando-a como uma decisão técnica.
Em Bagdá, um dos diretores gerais do ministério da Defesa iraquiano, Issam Jassem Kadhem, foi abatido na noite de domingo, anunciou nesta segunda-feira à AFP um porta-voz do ministério. O corpo de um policial sequestrado domingo em Ramadi foi encontrado hoje a oeste desta cidade rebelde.
Um guarda nacional e um civil foram mortos a tiros segunda-feira em Khaldiyah, 20 km a lest ede Ramadi. Já um motorista de caminhão turco foi morto e um outro capturado sábado por homens encapuzados no norte do Iraque.


