Atentado mata 5 oficiais russos
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segunda-feira, 28 de janeiro de 2002
France Presse 
Moscou - Um helicóptero militar russo com onze pessoas a bordo, entre elas dois generais do ministério do interior, foi abatido ontem quando voava sobre a Chechênia, provocando a morte de cinco oficiais.
O helicóptero do tipo Mi-8 explodiu em vôo sobre a região de Naterechny, ao norte da Chechênia, às 11h30 (6h30 em Brasília), segundo o ministério russo do interior, ao precisar que os primeiros elementos da investigação faziam pensar que se trata de um ato terrorista, envolvendo rebeldes chechenos muçulmanos.
As circunstâncias exatas do acidente são incertas. A verdadeira razão da explosão do helicóptero não foi estabelecida, declarou um chefe dos serviços de inteligência russos (FSB) para a Chechênia, general Serguei Babkin, segundo a Interfax.
A Interfax cita a administração da região de Chelkovsky (nordeste), segundo a qual os investigadores estabeleceram que o helicóptero foi abatido por um míssil terra/ar. O aparelho transportava 11 pessoas, inclusive os membros da tripulação.
Entre as personalidades a bordo se encontravam o vice-ministro do interior russo para o distrito federal do sul, Mikhail Rudtchenko, assim como o comandante adjunto do estado-maior das forças do ministério do interior, general Davidov, segundo a Itar Tass.
Também viajava o coronel Orlenko, responsável pelas forças russas para o Cáucaso Norte, e dois altos funcionários do ministério do interior, coronéis Stepanenko e Trofimenko. A Rússia sofreu, assim, a mais grave perda em 28 meses de guerra na Chechênia.
Até ontem ninguém havia reivindicado a responsabilidade pelo atentado, que coincidiu com o quinto aniversário da eleição do separatista checheno Aslan Maskjadov. Maskjakov prometeu continuar sendo presidente da república independentista, inclusive se seu mandato expirasse oficialmente ontem.
As tropas russas foram instaladas na Chechênia a 1 de outubro de 1999 e desde então combatem a guerrilha dos independentistas muçulmanos.
O atentado é um severo revés para o presidente russo Vladimir Putin, que declarou que a guerra da Chechênia tinha sido praticamente ganha, acrescentando que as tropas federais continuavam na região só para tarefas de controle.


