A violência se intensificou, ontem, com a morte de cinco palestinos na Cisjordânia e com um atentado suicida em Haifa (norte de Israel). Depois desse atentado, que causou uma dezena de feridos, o primeiro-ministro israelense, Ariel Sharon, mencionou a possibilidade de reforço das operações militares israelenses nos territórios palestinos.
Quatro policiais palestinos morreram em uma incursão de soldados israelenses em território autônomo palestino em Anabta, no norte da Cisjordânia. Os policiais estavam em um jipe quando um helicóptero disparou mísseis contra seu veículo e soldados israelenses também dispararam com metralhadoras.
Mas um porta-voz militar israelense afirmou que os policiais morreram durante um tiroteio com os soldados. O ministro palestino de Informação, Yasser Abed Rabbo, afirmou que a morte dos quatro policiais foi um assassinato premeditado e destinado a sabotar as tentativas no sentido de devolver a calma à região. Pouco depois, um taxista palestino morreu em consequência de disparos feitos por um tanque israelense perto de Jenin, no norte da Cisjordânia.
A Autoridade Palestina condenou o atentado suicida palestino que causou vários feridos em Haifa e prometeu deter e julgar seus instigadores. ''Condenamos esse atentado e o rechaçamos'', declarou o secretário-geral do governo palestino, Ahmed Abelraman. ''A justiça palestina julgará os responsáveis'', acrescentou. Entretanto, considerou que o atentado é resultado da agressão israelense, que continua contra o povo palestino.
O ministro israelense das Relações Exteriores, Shimon Peres, afirmou que as negociações com os palestinos são o único caminho para alcançar a paz. ''A paz não se impõe, mas pode ser obtida através de um acordo '', disse à rede de televisão americana CNN. ''Muitos afirmam que não se pode parar o fogo com fogo, portanto, temos que dar aos palestinos uma esperança e um horizonte político'', acrescentou Peres.

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