Jenin, Cisjordânia As Brigadas dos Mártires de Al-Aqsa, grupo armado ligado ao Fatah, do líder palestino Yasser Arafat, reivindicou o atentado suicida realizado ontem, que deixou dois mortos (incluindo o terrorista) e treze feridos na estação de Kfar Sana, no norte de Tel-Aviv.
Este atentado suicida, o primeiro desde 30 de março, ocorre um dia após a assinatura do acordo para a formação do novo governo palestino, que promete reprimir os grupos radicais palestinos.
Em sua primeira reação ao atentado, Israel afirmou que só negociará com o novo governo palestino se este declarar ''guerra às organizações terroristas''.
Segundo a rádio militar israelense, o atentado foi praticado por Khaled Khatib, de 18 anos, oriundo do campo de refugiados de Balata, na região de Nablus (Cisjordânia). O homem que reivindicou o atentado em nome das Brigadas de Al-Aqsa confirmou que seu autor foi Ahmad Khaled Khatib.
O jovem terrorista detonou os explosivos na escada da entrada da estação, quando foi interpelado pelos guardas do setor. O israelense morto era um dos guardas.
Palestinos mortos Soldados israelenses abriram fogo e mataram, ontem, dois jovens que faziam parte de um grupo de palestinos que jogavam pedras neles, informaram autoridades palestinas.
As vítimas são Osama Hamdulla, de 24 anos, e Fakr Ezzet, de 18 anos e morreram a tiros disparados pelos soldados israelenses que entraram no povoado de Qurawat Bani Zeid, 12 km ao noroeste de Ramallah, disseram à AFP fontes médicas e dos serviços de segurança.

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