Jerusalém Quinze pessoas morreram e mais de 40 ficaram feridas, dez delas gravemente, em um atentado suicida cometido ontem em um ônibus da linha 37 na cidade de Haifa (Norte de Israel), segundo novos números divulgados há pouco. Um camicase detonou dezenas de quilos de explosivos que levava na cintura, informou a televisão, citando fontes policiais. O artefato explosivo também continha pregos e cravos, que aumentaram o efeito devastador, acrescentou a televisão.
O ônibus ficou completamente destruído, o teto chegou a descer, com a força da explosão.
O último ato deste tipo foi praticado no dia 5 de janeiro passado em Tel Aviv, onde morreram 23 pessoas, além dos 2 camicazes.
O ataque de ontem em Haifa aconteceu perto de um centro comercial muito frequentado da avenida Sderot Moriá, no bairro residencial de Carmel.
Haifa, a maior cidade portuária do Estado hebreu, é uma cidade considerada modelo onde a minoria árabe convive pacificamente com a maioria judia.
Posição palestina O ministro palestino da Informação, Yasser Abed Rabbo, condenou ontem, em um comunicado enviado à AFP, o atentado suicida contra um ônibus em Haifa. ''Condenamos todos os ataques contra civis, incluindo o de hoje, em Haifa. Este ataque só servirá para tentar fazer esquecer que mais de 150 civis palestinos foram mortos por israelenses nos últimos dois meses'', declarou Rabbo.
Bush condena O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, condenou o atentado cometido contra um ônibus ontem em Haifa (Israel), declarou o porta-voz da Casa Branca, Ari Fleischer.
''O presidente condena nos termos mais duros o atentado cometido contra pessoas inocentes em Israel'' disse Fleischer.
Resposta Os movimentos radicais palestinos Hamas e Jihad Islâmica afirmaram que este sangrento atentado era uma resposta ao ''terrorismo de Israel'', mas não reivindicaram sua autoria.
''As operações mártires continuarão enquanto Israel ocupar nossas terras'', disse o alto líder do grupo radical islâmico Hamas, Abdel Aziz Rantissi.
Rantissi declarou que ''não sabia quem realizou esta operação'', mas condenou o primeiro-ministro israelense Ariel Sharon pela ''morte dos judeus''. ''Nós não cederemos ao terrorismo israelense, mas o combateremos'', acrescentou.
Já Mohammed Al Hindi, um líder da Jihad Islâmica, declarou que ''a política agressiva de Sharon'' é responsável pela contínua violência.
Guerra A respeito do deslocamento de baterias antimísseis feito por Israel, considerada preparativo para uma eventual guerra no Iraque, um alto responsável militar israelense afirmou que o regime iraquiano não enviou nenhum míssil para a região oeste do país, local que poderia ser utilizado para lançar um ataque contra Israel.
Esta informação também foi divulgada na edição desta quarta-feira pelo jornal Haaretz, que citou fontes da inteligência militar israelense.

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