Jerusalém A explosão de ontem, que deixou pelo menos 3 mortos e 15 feridos em Tel-Aviv ''pode não ter sido um atentado palestino'', mas um ato ligado à máfia israelense, informou à AFP o porta-voz da polícia local. ''Quarenta minutos depois do início da investigação, consideramos que esta explosão foi de origem criminosa, apesar de não descartarmos categoricamente um atentado terrorista'', declarou o porta-voz da polícia Gil Kleiman.
''Provavelmente não se trata de um ataque palestino, mas um ajuste de contas da máfia'', acrescentou.
Segundo a imprensa local, a explosão ocorreu numa loja de câmbio, na rua Allenby, no bairro comercial de Tel-Aviv.
Uma jornalista da rádio israelense, que estava no local da explosão, informou que uma das vítimas era Zeev Rosenstein, um dos chefões da máfia de Israel. ''Meu cliente teve ferimentos leves e está sendo atendido no momento'', confirmou à rádio oficial a advogada de Rosenstein, Keren Nahari.
Segundo o dr. Pini Halperin, responsável pelo serviço de emergência do hospital Ichilov de Tel-Aviv, ''uma pessoa ficou gravemente ferida e outras dez tiveram ferimentos leves, enquanto outros cinco feridos levemente foram enviados ao hospital Wofson de Holon'', perto de Tel-Aviv.
Em Gaza Seis palestinos morreram ontem durante uma operação de soldados israelenses na Faixa de Gaza, ao mesmo tempo em que o primeiro-ministro Ahmed Qorei acusou Israel de querer ''enjaular os palestinos'' com a construção de um muro na Cisjordânia.
A incursão militar israelense em Rafah, sul da Faixa de Gaza, deixou um resultado de seis palestinos mortos, entre eles um motorista de ambulância que foi baleado quando ajudava um dos 15 feridos a subir no veículo, de acordo com fontes médicas palestinas.
O exército de Israel abandonou Rafah depois de prender um integrante do grupo radical Jihad Islâmica.
''A operação tinha o objetivo preciso de deter um terrorista da Jihad Islâmica envolvido em ataques e no contrabando de armas procedentes do Egito através de túneis. Este terrorista, Khaled Al Qadi, foi preso quando nossas tropas enfrentavam um intenso tiroteio'', declarou um coronel israelense à rádio militar.
De acordo com a rádio, a incursão mais importante na região nos últimos dois meses pretendia destruir os túneis utilizados para o contrabando de armas entre a Faixa de Gaza e o Egito.
As tropas de Israel descobriram dois túneis na quarta-feira e um deles foi destruído com explosivos.
Autoridades dos serviços de segurança palestinos afirmaram que os soldados, apoiados por helicópteros, cercaram duas casas em busca de ativistas da Jihad Islâmica e do Hamas.
A Autoridade Palestina criticou o ato de maneira bastante forte.

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