O número de vítimas da poderosa explosão de um carro-bomba na noite de quinta-feira em Medellín, numa zona repleta de bares, restaurantes e discotecas, cresceu ontem, chegando a 7 mortos e 138 feridos, além de vasta destruição material. O presidente Andrés Pastrana anunciou que formará em Medellín – a segunda cidade da Colômbia, de 3 milhões de habitantes e de vida noturna agitada – um conselho extraordinário de segurança para adotar medidas que permitam enfrentar o terrorismo.
O prefeito de Medellín, Luis Pérez Gutiérrez, disse que as primeiras hipóteses indicam que o motivo do ataque poderia ser uma ‘‘retaliação’’ do crime organizado, atingido por duros golpes nas últimas semanas, inclusive o assassinato na quinta-feira do chefe do temível bando delinquente ‘‘La Terraza’’, Ronald de Jesús Arroyave, atribuído a uma vingança entre grupo rivais de assaltantes.
O general Jorge Daniel Castro, comandante da Polícia de Medellín, manifestou igualmente que ‘‘uma das hipóteses’’ consideradas sobre a autoria aponta para o crime organizado.
O carro-bomba explodiu às 22h15 locais da quinta-feira, quando milhares de pessoas estavam no Parque Lleras, na elegante zona de El Poblado, no sul da cidade.
‘‘Vi uma bola de fogo que se levantava em direção ao céu, em meio à poeira, disse Luis Fernando, uma testemunha da explosão do carro-bomba que, segundo a polícia, estava carregado com mais de 20 quilos de explosivo.
‘‘Foi uma explosão impressionante. Muita gente ficou ferida e todo o mundo corria à procura de refúgio’’, disse Martín Higuita, que trabalha num quiosque de comida do parque. ‘‘O artefato foi colocado no local em que poderia causar mais danos a Medellín’’, disse o prefeito, acrescentando que no momento da explosão havia milhares de pessoas, jovens em sua maioria, divertindo-se na ‘‘zona rosa’’ da cidade.

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