BogotáAs autoridades atribuíram aos rebeldes das Farc o atentado com bomba que aconteceu ontem em uma cafeteria de Medellín, no noroeste da Colômbia, que matou um ex-parlamentar e feriu outras dez pessoas.
''Rejeitamos com toda força do coração esse atentado. A informação preliminar nos faz crer que ele é obra das milícias'' das Farc, disse o ministro do Interior, Armando Estrada.
O diretor da Polícia, general Luis Ernesto Gilibert, concordou com o ministro e disse que o atentado, ''pela forma como foi planejado e executado, foi obra de milicianos''.
No atentado, morreu o ex-representante liberal na Câmara pelo mandato 1998-2002, Hildebrando Giraldo Prada, e se feriram outros políticos, dois jornalistas e várias pessoas que estavam na cafeteria San Joaquín, no bairro de mesmo nome, na região oeste de Medellín.
Sequestro completa 5 mesesA ex-candidata independente à Presidência da Colômbia, Ingrid Betancourt, completou ontem cinco meses como refém das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), que a sequestraram na antiga área de distensão, três dias depois do Governo ter cancelado o diálogo.
Seu marido, o publicitário Juan Carlos Lecompte e a mãe dela, a ex-parlamentar Yolanda Pulecio, disseram ontem que continuam sem ter notícias da líder política, de 41 anos.
Betancourt, graduada em Ciências Políticas em Paris e que também tem cidadania francesa, é uma das personalidades retidas pelas Farc, a maior e mais antiga guerrilha do país.
''Não recebemos nenhuma mensagem dela. Também não pudemos lhe mandar uma carta. Nada'', disse Lecompte, que desde o dia do sequestro tem ido aos atos públicos com uma fotografia de tamanho real da ex-candidata.

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