Atentado em Israel fere 27
Atentado em Israel fere 27
France Presse
De Jerusalém
France PresseIslamitas desmontam tenda ao lado da Basílica de NazaréUma bomba explodiu ontem em Netanya, ao norte de Tel-Aviv, ferindo 27 pessoas, segundo a polícia, na véspera da abertura das negociações israelense-palestinas sobre o estatuto final dos territórios ocupados. O vice-ministro israelense da Defesa, Efraim Sneh, afirmou que o atentado não terá consequências negativas sobre o processo de paz.
O dirigente do Hamas em Teerã, Mohammad Mustafá, afirmou ontem que qualquer acusação contra o Irã a propósito do atentado de ontem em Netanya carece de fundamento e é totalmente absurda.
Mustafá acusou Tayeb Albdelrahim, secretário da presidência palestina que atribuiu a organização do atentado a certas forças do Irã de ser um lacaio de Israel, mas negou-se a evocar a responsabilidade do movimento integrista que representa.
Segundo fontes da imprensa iraniana, Mustafá acusou o presidente da Autoridade palestina, Yasser Arafat, de se curvar às exigências do primeiro-ministro israelense, Ehud Barak, para continuar no poder.
Enquanto isso, em Nazaré, islamitas desmontaram a barraca erguida perto da Basílica da Anunciação, e que servia como mesquita. A desmontagem da barraca, instalada há dois anos, ocorre depois da autorização dada no mês passado pelo governo israelense para a construção de um mesquita no local, apesar do veemente protesto das igrejas cristãs.
As negociações sobre o estatuto final dos territórios palestinos, que devem começar hoje em Ramalá (Cisjordânia), devem a princípio levar a um acordo-marco interino, em fevereiro próximo, que definirá as principais linhas do estatuto final, previsto para setembro de 2000.
Os seis principais temas das negociações são a criação de um eventual estado palestino e seus poderes, traçado das fronteiras da entidade palestina, estatuto de Jerusalém, a sorte dos refugiados, o futuro das colônias israelenses e o controle dos recursos hídricos.
O jornal israelense Haaretz informou recentemente que o primeiro-ministro israelense, Ehud Barak, pensava aceitar a criação de um Estado palestino na Faixa de Gaza e em parte da Cisjordânia, assim que for assinado o acordo-marco interino, ou seja, em fevereiro próximo. Segundo a fonte, a proclamação deste Estado só seria efetivada às vésperas da assinatura do acordo sobre o estatuto final.
Oficialmente, os palestinos exigem a aplicação das resoluções 242 e 338 das Nações Unidas, ou seja, a retirada israelense de todos os territórios ocupados em 1967, incluindo Jerusalém Oriental.





