Atentado em Israel deixa 15 feridos e um morto
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domingo, 12 de agosto de 2001
France Presse<BR>De Jerusalém 
Pelo menos 15 pessoas ficaram feridas ontem num atentado suicida que aconteceu em um café de Kiryat Motzkin, periferia norte do porto de Haifa, norte de Israel, informou a televisão pública israelense.
Um camicaze palestino, que também morreu, ativou os explosivos que levava no corpo ao entrar no café ''Wall Street'', na Rua Kadish Luz, perto de um centro comercial, acrescentou a televisão, citando fontes hospitalares.
Duas vidraças de edifícios próximos ao café ficaram estilhaçadas, devido à potência da explosão. A polícia fechou o setor, onde as tropas de elite examinaram um veículo suspeito, em seguida a uma ameaça de carro-bomba.
O atentado foi registrado três dias depois de um ataque semelhante que causou 16 mortos, entre eles seu autor, em pleno centro de Jerusalém ocidental.
Um dirigente do ministério israelense de Relações Exteriores pediu à comunidade internacional que pressione o presidente palestino Yasser Arafat, para que detenha os autores de atentados.
O ministro israelense da Defesa Benyamin Ben Eliézer convocou ontem à noite os chefes militares do país em seu gabinete em Tel Aviv para tratar da possibilidade de responder ao atentado de Haifa.
Além dos militares foi convocado o chefe do Shin Beth serviço de segurança interna israelense Avi Dichter, segundo a rádio pública israelense.
O atentado suicida foi reivindicado pelo movimento fundamentalista Jihad islâmico, informou a televisão Al Manar, do Hezbollah libanês.
A televisão anunciou ter recebido um comunicado firmado pelas ''Brigadas al Qods (Jerusalém)'', braço armado do Jihad, precisando que o ataque foi efetuado por um de seus combatentes, Mohammad Mahmud Bakr Nasr, de 28 anos, natural da cidade de Kabatiya, próxima de Jenin (Cisjordânia).
Segundo o texto, ''a operação é uma resposta às matanças cometidas pelo inimigo sionista contra nosso povo''.
''Assim continua demonstramos que somos capazes de golpear com profundidade o inimigo sionista e outros heróis estão dispostos a morrer como mártires'', destaca o texto.


