Atenas - O atentado contra uma delegacia de Polícia da região de Atenas, realizado ontem, só aumenta as inquietações sobre a Segurança na capital grega para os Jogos Olímpicos, que acontecerão daqui a cem dias, entre 13 e 29 de agosto.
Várias autoridades internacionais correram para se pronunciar sobre o atentado e mostrar apoio ao Governo local, após a explosão de três bombas, compostas por cartuchos de dinamite, um mecanismo de relógio e um detonador, nas proximidades em Kalithea, perto do centro de Atenas.
Sede dos últimos Jogos Olímpicos, em 2000, a Austrália foi a primeira a ressaltar que as explosões se tratavam de uma séria advertência. ''Qualquer bomba que explode em Atenas é preocupante'', declarou Bob Elphinston, secretário-geral do Comitê Olímpico Australiano.
''Mesmo que se acredite que os supostos autores do atentado não são terroristas internacionais, os últimos acontecimentos são muito, mas muito preocupantes'', frisou Bob Carr, primeiro-ministro de Estado de Nova Gales do Sul (Austrália).
O presidente do Comitê Olímpico neozelandês, Eion Edgar, declarou que era ainda muito cedo para saber se o atentado influenciaria a participação do seu país no maior evento do esporte mundial.
O dirigente acredita que o ataque foi realizado por pessoas que não mantêm vínculos com a rede terrorista Al-Qaeda. ''Apesar de dimensionarmos a gravidade do caso, temos de deixar claro que nossa posição final só será tomada quando todos os fatos referentes ao assunto forem apurados'', disse Edgar.
Na Europa, a França e o Reino Unido transmitiram sua confiança à Grécia, mas chamaram a atenção dos responsáveis pelos Jogos de que era necessário reforçar a vigilância. ''Todas as nações devem se preocupar junto com as autoridades gregas, mas queremos mostrar nossa confiança de que a mensagem olímpica de paz e fraternidade será levada a diante durante os Jogos'', disparou o presidente francês Jacques Chirac.
Por sua vez, o ministro da Juventude e dos Esportes da França, Jean-François Lamour, disse que a França mexeria no esquema de Segurança de sua delegação. O premier britânico, Tony Blair, reafirmou a confiança nas autoridades gregas durante uma sessão na Câmara dos Comuns. ''Confiamos no Governo local''.
''Não há opções, a não ser elevar a Segurança aos níveis mais altos possíveis'', assinalou, por sua parte, o presidente do Comitê Olímpico britânico, Craig Reedie. Já o Comitê Olímpico Internacional (COI) preferiu deixar claro que nada apontava para vínculos dos culpados pelas explosões e a preparação dos Jogos.

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