Baquba - Pelo menos 39 pessoas, incluindo um soldado americano, morreram nas últimas 24 horas no Iraque em um atentado suicida e em combates dos quais participaram membros do braço iraquiano da Al-Qaeda, informaram fontes oficiais ontem.
Na província de Diyala, bastião da Al-Qaeda no Iraque, 13 milicianos iraquianos que combatem a Al Qaeda, um soldado americano, quatro militares iraquianos e 18 membros da organização terrorista perderam a vida em diversos episódios de violência.
Em Qanan (20 km ao sul de Baquba), 13 iraquianos e um soldado americano morreram em um atentado suicida, que também deixou 25 feridos, dez deles militares da coalizão.
''Uma patrulha esperava para entrar em um edifício onde seria realizada uma reunião do conselho municipal quando um terrorista suicida se aproximou e se fez explodir'', divulgou o Exército americano em um comunicado.
Entretanto, de acordo com o capitão da polícia Ahmed Mahmud, o terrorista detonou a carga de explosivos em um prédio onde se reuniam iraquianos que queriam se alistar em um grupo sunita mobilizado pelos americanos para combater a organização de Osama bin Laden.
Pelo menos 13 voluntários morreram e outros 15 ficaram feridos, segundo a polícia. Do outro lado, 18 membros da rede terrorista Al-Qaeda morreram em combates com as forças iraquianas e americanas ao norte de Bagdá, disse um funcionário da polícia local.
Esses enfrentamentos, nos quais combateram milicianos sunitas hostis ao grupo iraquiano da Al-Qaeda, aconteceram na noite de quarta-feira em Al Hashimiyat, uma localidade situada cerca de 10 km a oeste de Baquba, afirmou o capitão Ahmed Mahmud.
''A operação aconteceu na quarta-feira ao anoitecer, estendendo-se até quinta-feira de manhã. Dezessete homens armados da Al-Qaeda morreram. Quatro soldados iraquianos e dois milicianos ficaram feridos'', informou a mesma fonte. Este balanço não foi confirmado por uma fonte independente.
Também foram registrados enfrentamentos contra partidários de Bin Laden em Al Abbarah, que deixaram um morto entre as fileiras da Al-Qaeda, afirmou a polícia, sem no entanto divulgar o número de vítimas entre as forças de segurança.

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