Atentado deixa um morto e dez feridos
PUBLICAÇÃO
domingo, 05 de agosto de 2001
Associated Press<BR>de Tel Aviv 
Um franco-atirador palestino abriu fogo, ontem, de um veículo em movimento contra um grupo de soldados israelenses na frente de uma unidade militar de Tel Aviv, ferindo dez deles. Foi a primeira vez, em dez meses, de revolta palestina que um ataque foi perpetrado contra uma instalação do Exército de Israel. Os feridos oito soldados e dois civis estão hospitalizados, mas não correm risco de vida. O ativista, identificado como um morador do setor árabe de Jerusalém, foi atingido na cabeça por um tiro disparado por um policial quando tentava fugir do local do ataque, internado em estado grave, acabou morrendo no hospital.
O atirador chegou às portas do quartel em um carro com placas israelenses e, do interior do veículo, abriu fogo. Ele agiu com total indiferença e atirou enquanto mantinha um cigarro nos lábios, declarou à Rádio Israel o soldado Clair Hirschberg, que testemunhou o incidente.
Mais mortes Horas depois do ataque em Tel Aviv, um ativista do movimento de resistência islâmica Hamas grupo radical contrário às negociações de paz entre palestinos e israelenses foi morto por mísseis disparados por helicópteros militares de Israel em Tulkarem, no norte da Cisjordânia.
O Exército israelense admitiu a autoria do ataque. Amr al-Hadri, 20 anos, estava em seu carro quando dois foguetes foram disparados. Ele morreu na hora e o veículo ficou totalmente destruído. Outros quatro palestinos que passavam pelo local também ficaram feridos.
Al-Hadri era um alto dirigente do Hamas em Tulkarem, e planejava um atentado suicida que seria desfechado nos próximos dias em território israelense, assegurou o Exército de Israel no comunicado em que justificou o ataque. Ele estava encarregado de recrutar palestinos dispostos a cometer atentados, treiná-los e enviá-los para os locais dos ataques.
Numa entrevista à rede de TV americana Fox News, o primeiro-ministro israelense, Ariel Sharon, defendeu ontem sua política de assassinatos seletivos de ativistas palestinos, acrescentando que ela continuará enquanto o presidente de Autoridade Palestina, Yasser Arafat, mantiver o que Israel qualifica de estratégia do terror.
Sharon também reafirmou sua forte oposição à exigência palestina do envio de observadores internacionais para o conflito no Oriente Médio. Não seremos capazes de aceitar forças internacionais ou observadores internacionais, disse.


