São Paulo- Uma semana depois de uma série de ataques contra hotéis de Bagdá ter deixado 19 mortos, um atentado cometido anteontem por uma mulher-bomba matou ao menos 54 pessoas e feriu 110 nos arredores da capital do Iraque. A ação, surgida cinco semanas antes das eleições legislativas, evidencia o alcance limitado da estratégia de segurança do governo liderado pelo primeiro-ministro Nuri al Maliki, que buscará se manter no cargo.
Revertendo uma tendência observada nos últimos meses, período em que os ataques visavam prédios do governo e comerciais, o atentado de hoje pareceu buscar reacender as tensões sectárias que arderam nos primeiros anos após a invasão liderada pelos EUA em 2003.
O ataque alvejou romeiros xiitas vindos do norte do Iraque que faziam uma pausa na procissão a pé até a cidade sagrada de Kerbala, situada 100 km ao sul de Bagdá. Os xiitas homenagearão na sexta-feira o imã Hussein, neto de Maomé e filho de Ali, morto por inimigos em 680 no deserto de Kerbala.

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