Atentado de Oklahoma em julgamento
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quinta-feira, 24 de abril de 1997
Brigitte Dusseau, da France Presse, de Denver 
France PresseSobreviventeUm dos sobreviventes do atentado chega a Denver para depor no processo Quase dois anos depois do atentado em Oklahoma City, que deixou 168 mortos e mais de 600 feridos, começou ontem em um tribunal de Denver (Colorado) o verdadeiro julgamento contra o principal acusado, Timonthy McVeigh, em uma sala repleta e ansiosa por compreender os motivos do pior atentado já cometido nos Estados Unidos. A acusação e a defesa iniciaram ontem os debates, que segundo os especialistas poderão prolongar-se de dois a cinco meses.
O atentado de Oklahoma deixou aquela tranquila cidade dos Estados Unidos afundada no caos e traumatizou um país que descobriu que o terrorismo não afetava apenas os outros.
A meticulosa seleção dos doze membros do júri - sete homens e cinco mulheres - e dos seis substitutos durou três semanas.
Ontem pela manhã, o promotor Joseph Hartzel apresentou sua versão dos fatos, explicando por que o governo dos Estados Unidos atribuiu a responsabilidade a Timothy McVeigh, de 29 anos.
No dia 19 de abril de 1995, um caminhão-bomba devastou os nove andares de um edifício federal no centro da cidade. Segundo a acusação, o caminhão havia sido alugado e levado para o local do atentado por McVeigh, que também teria sido o responsável pela compra de dois elementos utilizados na fabricação da bomba de quase duas toneladas e de tê-la fabricado com um cúmplice, Terry Nichols, que será julgado posteriormente.
A acusação conta com um importante expediente que se baseia em 25 mil depoimentos, 350 fitas cassete, 500 fitas de vídeo e 30 mil fotografias. Segundo uma pesquisa publicada na semana passada, 83% dos norte-americanos acreditam que McVeigh é culpado.


