Uma forte explosão causada por um atentado suicida contra um destróier norte-americano estacionado em um porto iemenita matou pelo menos cinco marinheiros e feriu mais de 30 pessoas, informou a Marinha dos Estados Unidos. Doze marinheiros estavam desaparecidos ontem. Em Washington, as autoridades competentes disseram tratar-se de um ataque suicida.
O atentado ocorreu às 9h15 (7h15 de Brasília). A explosão ocorreu na linha de flutuação do USS Cole DDG-67, abrindo um buraco de 6 por 12 metros, disse o tenente Terrence Dudley, porta-voz no Bahrein da Quinta Frota dos Estados Unidos. O destróier, com cerca de 350 homens a bordo, parou para reabastecimento no porto iemenita de Aden.
O pequeno barco, suspeito de transportar os explosivos, avistado nas proximidades do destróier é de um tipo utilizado normalmente nas operações portuárias de Aden, disse em Washington um funcionário do Departamento de Defesa norte-americano. Momentos antes da explosão, dois homens foram vistos em pé na pequena embarcação.
O presidente norte-americano Bill Clinton disse que se tratou de um ataque terrorista, ‘‘foi um ato desprezível e covarde’’. ‘‘Nós encontraremos os responsáveis e os prenderemos’’, declarou.
Clinton foi informado sobre o atentado em sua residência particular em Chappaqua, no estado de Nova York. Clinton convocou o secretário de Defesa William Cohen.
Como o Cole acabara de chegar a Aden e permaneceria no porto por apenas quatro horas para reabastecimento, as autoridades norte-americanas acreditam tratar-se de um ataque planejado.
A embarcação atravessou o Canal de Suez na segunda-feira, quando entrou no mar Vermelho para chegar a Aden, disse o subcomandante Daren Pelkie, porta-voz da Quinta Frota em seu quartel general de Manama, no Bahrein.
De acordo com ele, além dos cinco marinheiros norte-americanos mortos, cinco ficaram gravemente feridos e 31 sofreram ferimentos de diferentes graus. Ele informou ainda sobre o desaparecimento de 12 marinheiros. Os três principais suspeitos pela explosão são o Hamas, baseado em áreas palestinas; o Hezbollah, com sede no Líbano; e agentes de Osama bin Laden.

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