Bagdá - Ao menos nove pessoas morreram e outras 22 ficaram feridas em um atentado suicida com um caminhão-bomba contra uma delegacia de polícia na localidade de Rabiaa ontem, informou a polícia local. Rabiaa fica próxima à fronteira do Iraque com a Síria. ''O suicida, dirigindo o caminhão-bomba, entrou na sede da polícia. Os agentes dispararam contra o veículo e ele explodiu'', afirmou o general de brigada Mohammed al Waga.
Os agentes de polícia são um dos principais alvos dos insurgentes no Iraque.
Em Sadr City, bairro xiita de Bagdá, uma bomba colocada embaixo de um carro estacionado explodiu na hora do almoço do lado de fora de um restaurante, informou a polícia. O atentado matou ao menos três pessoas e deixou oito feridos.
Também ontem, as forças de segurança dos Estados Unidos anunciaram a detenção de 16 supostos terroristas nos arredores de Sadr City. ''Os detidos são suspeitos de pertencerem a uma célula terrorista secreta conhecida por facilitar o transporte de armas e explosivos do Irã ao Iraque, além de levarem ativistas para o país persa e treiná-los para serem terroristas'', afirmou o Exército americano em um comunicado.

Mortes - Um soldado britânico foi morto ontem enquanto patrulhava a região noroeste de Basra, no sul do Iraque, informou o Ministério da Defesa britânico. O soldado foi atacado a tiros na madrugada e ainda foi levado com vida para o hospital.
Em outro episódio de violência, uma jornalista que trabalhava para a agência de notícias independente Aswat Al Iraq na cidade de Mossul, no norte do país, foi morta por atiradores ontem.
Sahar al Haideri era casada e tinha três filhas, informou a agência. Seu corpo foi encontrado no bairro de Al Hadbaa, no nordeste de Mossul. ''Homens armados desconhecidos mataram Al Haideri às 12h (5h de Brasília)'', disse a agência em um comunicado.
Jornalistas estão sendo mortos em números recordes no Iraque. Ao menos 12 morreram em maio, tornando este o pior mês para os agentes de imprensa desde o início do conflito no país, em 2003.

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