Atentado contra casa de ex-ministro mata mais de 50
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sábado, 22 de dezembro de 2007
Folhapress 
São Paulo- Um ataque suicida contra a casa do ex-ministro do Interior paquistanês Aftab Khan Sherpao matou ontem ao menos 50 pessoas. Ele escapou ileso, mas um de seus filhos ficou ferido na ação.
A explosão ocorreu enquanto o ministro recebia amigos por ocasião da festa islâmica de Eid al Adha (cerimônia do sacrifício) em sua casa em Charsadda, 30 km ao sudeste de Peshawar.
''Estava rezando com meu filho e meus sobrinhos'', declarou Sherpao, que estava em uma mesquita em sua propriedade. Cerca de mil devotos foram rezar no local.
O prefeito do distrito, Farman Ali Khan, informou que entre 50 e 55 pessoas morreram na ação. De acordo com o chefe da polícia, Feroz Shah, mais de cem pessoas ficaram feridas.
As forças de segurança paquistanesas estão investigando o atentado, informou ao canal de televisão Dawn o comissário de polícia S. Virk. A suspeita é que o atentado tenha sido perpetrado por um grupo ligado à rede terrorista Al Qaeda e ao Taleban (milícia que controlava 90% do Afeganistão até a invasão da coalizão liderada pelos EUA em 2001).
O ataque aumenta o clima de incerteza no país, que realizará eleições parlamentares em 8 de janeiro. ''Estávamos rezando quando uma imensa explosão ocorreu'', disse Shaukat Ali, 26. Achei que meus tímpanos fossem estourar. Em seguida, houve uma cena de caos'', contou.
Os feridos foram encaminhados para hospitais em Charsadda e Tangi.
Após a explosão, a casa de Sherpao foi cercada por dezenas de policiais e soldados.
Ele foi ministro do Interior do Paquistão até novembro, quando o ditador Pervez Musharraf nomeou um novo governo interino até as eleições legislativas, previstas para 8 de janeiro. É também líder do Partido Popular do Paquistão Serpao, e disputará as eleições como candidato presidencial. O ditador paquistanês, Pervez Musharraf, condenou a ação de ontem.
Sherpao já havia sido ferido em um atentado em 28 de abril, durante um ato público em Charsadda. O ataque matou 29 pessoas, entre elas membros de sua equipe de segurança.
O secretário-geral da ONU, Ban ki-moon, ficou ''consternado'' com o atentado suicida e condenou firmemente ''esse ato de terrorismo cometido num local de culto'' e conclamou todas as forças políticas do Paquistão a ''se unirem contra a praga do terrorismo e a trabalharem juntas para criar um clima pacífico'' antes das eleições legislativas de 8 de janeiro.


