Atentado compromete ajuda aos EUA
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sábado, 15 de novembro de 2003
France Presse 
Bagdá O atentado suicida cometido quarta-feira em Nassiriya, que matou 18 italianos, provocou o efeito de uma descarga elétrica nos países da coalizão, que questionam agora sua participação militar no Iraque. Os governos dos 32 países que possuem tropas no Iraque estão enfrentando há dois dias repetidas solicitações da opinião pública, da imprensa, da oposição e às vezes de membros de seus governos, para a retirada de seus soldados do país árabe.
A união da coalizão não está ameaçada, garantiu ontem o secretário americano da Defesa, Donald Rumsfeld. No entanto, o atentado cometido contra a base militar italiana complicou os esforços dos Estados Unidos para conseguir reforços de seus aliados.
Desde o início do mês de novembro, quase 40 soldados americanos morreram, e os aliados dos Estados Unidos também foram atingidos. Na Itália, apesar das críticas da oposição, o governo Berlusconi confirmou que suas tropas permanecerão no Iraque.
O atentado de Nassiriya teve efeitos imediatos. O Japão desistiu de enviar tropas, e a Coréia do Sul resolveu não aumentar suas tropas para 5.000 homens, como pediam os Estados Unidos.
Depois do atentado, os 464 soldados sul-coreanos posicionados em Nassiriya foram instruídos a permanecer no seu quartel.
Os 128 soldados portugueses em Nassiriya (350 km ao sudeste de Bagdá) também tomaram medidas de precaução.
De acordo com o ministério espanhol da Defesa, a brigada ibero-americana 'Plus Ultra', posicionada em duas províncias do sul iraquiano, mantém um nível de segurança ''muito rigoroso''.
Por sua vez, o exército tailandês enviará ao Iraque uma delegação para avaliar a situação da segurança de seus 400 homens.
O atentado de Nassiriya não afetou a determinação do núcleo da coalizão, que enfrenta inimigos cujo principal objetivo é isolar os americanos.


