Atentado atribuído à ETA mata ex-ministro de Felipe González
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 23 de novembro de 2000
Associated Press De Madri 
A direção do situacionista Partido Socialista Operário Espanhol (PSOE) e as principais personalidades políticas do país reagiram com unanimidade contra o assassinato do ex-primeiro ministro socialista da Saúde, Ernest Lluch, membro histórico do Partido Socialista Catalão, de 63 anos, em Barcelona, ocorrido anteontem, às 23 horas (horário local). O crime foi atribuído à organização separatista basca ETA, que até ontem não havia assumido oficialmente a autoria do atentado.
Um membro da organização, entretanto, teria ligado para os jornais avisando sobre o crime. A comissão executiva federal do PSOE divulgou um comunicado assegurando a união de todos os democratas e a mobilização dos cidadãos para derrotar os assassinos, implicando publicamente a ETA.
As principais instituições catalãs estão preparando uma convocação para uma manifestação de repúdio contra a ETA e o terrorismo, que se realizaria hoje no centro de Barcelona.
O assassinato comoveu todo o país no dia em que se comemora o 25º aniversário da proclamação de Juan Carlos I como Rei da Espanha.
Lluch, socialista, era conhecido por suas posições antiterroristas. Foi assassinado diante de sua residência, em Barcelona, com dois tiros na nuca.
Logo após sua morte, um carro-bomba explodiu na região. A polícia suspeita que o veículo pertencia aos assassinos. Lluch foi ministro da Sa© úde no primeiro período da administração socialista de Felipe González. O ex-ministro tinha três filhos e estava divorciado, desde 1986, de Dolores Brancon Plana.


