Atentado a bomba no Líbano mata deputado anti-sírio
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quarta-feira, 13 de junho de 2007
France Presse 
Beirute - Dez pessoas foram mortas ontem em um atentado a bomba que custou a vida do deputado da maioria parlamentar Walid Eido, mais uma vítima de uma série de ataques a personalidades anti-sírias desde o assassinato de Rafic Hariri, em fevereiro de 2005.
Imediatamente após o crime, os parlamentares acusaram a Síria.
O atentado foi cometido com a ajuda de um carro-bomba acionado a distância, por volta das 17h30 (11h30 de Brasília), informou uma fonte policial.
Um jipe, que estava estacionado na avenida que leva a um clube esportivo em uma praia de Beirute, explodiu na passagem do veículo do deputado, completou a polícia. Como costumava fazer todos os dias, o deputado ia para o clube.
Também morreram no ataque o filho mais velho do deputado, Khaled, dois seguranças e seis civis.
Em uma declaração à AFP, o ministro libanês da Comunicação, Marwan Hamadé, acusou o regime sírio do assassinato do deputado Walid Eido para reduzir a maioria parlamentar anti-síria.
Segundo ele, este assassinato tem como objetivo impedir a eleição de um novo presidente da República, prevista para 25 de setembro. É necessário quórum com maioria de dois terços dos deputados para reunir o Parlamento que elegerá o próximo presidente.
Os países árabes devem assumir suas responsabilidades frente aos procedimentos do regime terrorismo sírio, declarou, por sua vez, o chefe da maioria parlamentar anti-síria e presidente da Corrente do Futuro, Saad Hariri, filho do líder libanês assassinado em 2005.
Ele convocou a Liga Árabe, seja para proteger o Líbano, seja para boicotar o regime terrorista que viola a soberania libanesa e matou seus políticos, em referência à Síria.
Deputado sunita de Beirute e membro da Corrente do Futuro, Walid Eido, de 65 anos, presidia a Comissão da Defesa no Parlamento. Ex-juiz, próximo de Rafic Hariri, também era um dos porta-vozes mais virulentos da maioria anti-síria.
Várias vezes, acusou a Síria de estar na origem da onda de atentados que matou políticos e jornalistas anti-sírios.
Dezenas de partidários da Corrente do Futuro se reuniram perto da casa do deputado, queimando pneus em sinal de raiva.


