Pelo menos 41 pessoas, em sua maioria soldados russos, morreram numa série de explosões suicidas de caminhões em cidades controladas pela Rússia na Chechênia, informou ontem o governo russo. Pelo menos 25 soldados foram mortos e 81 ficaram feridos na noite de anteontem quando um caminhão explodiu do lado de fora de um alojamento das tropas russas em Argun, disse o Ministério para Situações de Emergência. O escritório da promotoria da Chechênia informou que pelo menos 50 pessoas foram mortas, informou a agência de notícias ITAR-Tass.
Dois soldados e oito civis foram mortos em outros dois ataques-bomba com caminhões na noite de domingo contra postos militares russos em Gudermes, a segunda maior cidade da república, disse Konstantin Makeyev porta-voz interino do Kremlin na Chechênia.
Outros três soldados morreram num tiroteio com rebeldes depois de um dos ataques. Pelo menos três rebeldes suicidas morreram. Gudermes é o centro do governo nomeado por Moscou para a Chechênia.
Outros dois caminhões-bomba explodiram na noite de anteontem nas cidades de Urus-Martan e Novogrozny, mas não se sabe quantas pessoas morreram ou ficaram feridas. Um comandante russo negou anteontem qualquer baixa em Urus-Martan, mas Ramzan Akhmadov, um comandante rebelde checheno, afirmou um número ainda desconhecido de soldados russos foram mortos. ‘‘Esta foi uma ação planejada de ataques terroristas em cinco cidades’’, disse ontem Akhamadov por telefone, acrescentando que uma das tentativas foi malsucedida.
Ainda assim, esse foi o dia mais difícil dos últimos meses para as forças russas que tentam restabelecer o controle sobre a Chechênia. Os ágeis rebeldes promoveram uma série de emboscadas de atentados á bomba que atingiram tropas russas e chechenos pró-Moscou. Os líderes rebeldes disseram que os ataques foram uma resposta às frequentes afirmações dos oficiais russos de que suas forças tinham colocado um fim à resistência organizada dos rebeldes.

mockup