Ataques noturnos massacram iraquianos
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sexta-feira, 17 de setembro de 2004
France Presse 
Fallujah - Quarenta e quatro pessoas morreram em ataques noturnos do exército americano contra supostos esconderijos do islamita jordaniano Abu Mussab al-Zarqawi em Fallujah e arredores, e cinco em um atentado suicida esta sexta-feira contra a polícia em Bagdá.
Essa nova onda de violência acontece em meio à crise dos reféns ocidentais, que se agravou com o sequestro, na quinta-feira, de dois americanos e um britânico.
Segundo o ministério da Sa© úde iraquiano, que centraliza os balanços de vítimas, 44 pessoas morreram e 27 ficaram feridas nos ataques aéreos executados durante a noite na região de Fallujah. Um médico do hospital local afirmou que a maioria das vítimas era de mulheres e crianças.
Em Zoba (15 km ao sul de Fallujah), testemunhas informaram que 13 casas foram destruídas pelos bombardeios do exército americano, que apresentou esses ataques como operações dirigidas contra a rede de Zarqawi, o inimigo número um dos Estados Unidos no Iraque.
O exército disse ter executado esses ataques com a autorização do primeiro-ministro iraquiano, Iyad Allawi, para eliminar terroristas suspeitos de ligação com os recentes atentados à bomba e outras atividades terroristas no Iraque.
Segundo a fonte, o ataque de Zoba visou ''um lugar de reunião confirmado do terrorista Abu Mussab al-Zarqawi''. De 60 a 90 combatentes estrangeiros presentes nessa reunião teriam sido eliminados. ''Eles estavam preparando ataques contra o povo iraquiano, as forças iraquianas e a força multinacional'', acrescentou a fonte.
Em Bagdá, cinco pessoas morreram e outras 20 ficaram feridas, em sua maioria policiais, em um atentado suicida com carro-bomba. O atentado foi cometido na praça Maaruf Rusafi, onde um suicida jogou seu veículo contra uma patrulha da polícia.
Na região rebelde de Baaquba, norte de Bagdá, um rebelde morreu na explosão da bomba que ele pretendia colocar diante da residência de um oficial da Guarda Nacional e seis membros desta força ficaram feridos em outros dois ataques distintos.
Também em Bagdá, o exército americano neutralizou nas primeiras horas da manhã outro carro-bomba, matando seu motorista e outro ocupante do veículo.
Na crise dos reféns, o sequestro de um caminhoneiro sírio teve um final feliz depois de sua rápida libertação. O homem sequestrado na véspera no norte do Iraque foi libertado esta sexta-feira depois de várias horas em poder de um grupo extremista.
Por outro lado, o jornal italiano Corriere della Sera afirmou, citando os serviços de inteligência de um país estrangeiro, que as duas voluntárias italianas sequestradas em 7 de setembro foram aparentemente levadas para Fallujah.
O Comitê de Ulemás, principal organização religiosa sunita, por sua vez, acusou o exército americano de dificultar, com suas operações, a libertação dos dois jornalistas franceses reféns desde 20 de agosto com seu motorista sírio Mohamad Al-Jundi.


