Ataques no Iraque matam ao menos 50
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segunda-feira, 28 de julho de 2008
Folhapress 
São Paulo- Explosões ocorridas em uma peregrinação xiita em Bagdá e em um protesto curdo no norte do Iraque mataram ontem ao menos 50 pessoas e feriram mais de 200. Os ataques foram um golpe à crescente confiança pública iraquiana com relação aos recentes ganhos de segurança, que baixaram a violência aos menores níveis no país em mais de quatro anos.
A violência começou em Bagdá, quando três mulheres-bomba explodiram no meio de uma multidão de peregrinos xiitas, matando ao menos 28 pessoas e ferindo outras 92.
As explosões das suicidas aconteceram logo após uma bomba ter explodido ao lado de uma estrada. Os ataques foram realizados quando dezenas de milhares de peregrinos se dirigiam em direção ao santuário de Kadhamiya, a noroeste da cidade.
Os ataques em Bagdá aconteceram no distrito xiita de Karradah. ''Por volta das 8h (2h de Brasília) três mulheres suicidas se detonaram entre os peregrinos'', afirmou o principal porta-voz militar iraquiano em Bagdá, o brigadeiro-general Qassim al Moussawi, em um comunicado colocado em seu site na internet.
Este foi o ataque mais sangrento desde o dia 17 de junho, quando um caminhão-bomba matou 63 pessoas em Hurriyah, um bairro de Bagdá onde já foram realizados alguns dos piores confrontos entre xiitas e sunitas em 2006.
Nenhum grupo assumiu a responsabilidade pelas explosões em Bagdá, mas peregrinos xiitas têm sido alvo frequente de militantes sunitas da rede terrorista Al Qaeda, que consideram o ramo xiita da religião herético.
A rede Al Qaeda tem constantemente usado mulheres para realizar os ataques suicidas porque elas se esquivam mais facilmente do controle de segurança aplicado aos homens. Mulheres já realizaram mais de 20 ataques suicidas no Iraque neste ano.
Em um ataque separado, ao menos 22 pessoas morreram e outras 150 ficaram feridas em um protesto curdo na cidade de Kirkuk. O major-general Jamal Tahir, porta-voz da polícia de Kirkuk, afirmou que o ataque também foi realizado por uma mulher-bomba. O Exército dos EUA confirmou que a explosão foi realizada por um suicida, mas não precisou se era uma mulher.
A polícia também encontrou um carro-bomba nas proximidades e o destruiu sem causar danos após esvaziar a área, disse Tahir. ''Após a explosão, a multidão entrou em pânico e vários tiros foram disparados deixando 11 mortos e cerca de 60 feridos, elevando o registro total para 22 mortos e cerca de 120 feridos'', acrescentou.


