Bagdá - Pelo menos 60 pessoas morreram e mais de 100 ficaram feridas ontem no Iraque, em ataques contra a polícia, incluindo um atentado com carro-bomba contra o quartel-general da instituição em Bagdá. ''Temos 47 mortos e 114 feridos'', disse um porta-voz do ministério da Saúde, que centraliza os dados de vítimas da violência sobre o ataque em Bagdá. O atentado é um dos mais sangrentos registrados nos últimos meses na capital do país.
Três horas depois deste atentado, outro ataque foi registrado contra um posto da polícia em Baaquba (norte da capital), matando pelo menos 12 civis e um oficial, e uma forte explosão foi ouvida no centro de Bagdá, onde foi possível observar uma coluna de fumaça sobre o local da detonação.
O hospital Al-Karj, o mais próximo da sede da polícia na capital, recebeu 23 mortos e 53 feridos. Um menino e dois policiais estão entre os feridos, afirmou o médico Hussein Al-Jaburi. Três mortos e 28 feridos, incluindo mulheres e crianças, foram recebidos no hospital Al-Karama, segundo o dr. Kazem Abud.
O atentado ocorreu às 10 horas locais (3h00 de Brasília) na rua Haifa, no centro da capital iraquiana, na entrada principal do complexo policial Al-Karj e nas imediações de algumas lojas, incluindo um café que estava lotado no momento da explosão, segundo a polícia.
O ataque destruiu o quartel-general, que também possui um centro de recrutamento e uma delegacia. Também destruiu 15 lojas e sete automóveis, segundo um correspondente da AFP, que observou vários corpos mutilados.
Segundo testemunhas, dezenas de pessoas, basicamente jovens que desejavam se alistar na polícia, faziam fila na frente do edifício no momento do atentado. Muitas pessoas compareceram ao local da explosão para tentar identificar algum familiar entre as vítimas, enquanto as ambulâncias transportavam os feridos e alguns doadores de sangue.
O bairro de Haifa é considerado um dos redutos dos partidários do ex-presidente Saddam Hussein. Treze pessoas morreram no domingo em confrontos entre as tropas dos Estados Unidos e integrantes da guerrilha e durante um bombardeio aéreo americano.

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