São Paulo- Ataques ao sul e a oeste do Iraque mataram ontem mais de 100 pessoase, a maioria em atentados na xiita Kerbala e na sunita Ramadi, o que levou os dirigentes políticos a denunciar uma campanha de terror vinculada às eleições.
O primeiro atentado suicida ocorreu na cidade de Karbala (120 km ao sul de Bagdá) que abriga dois dos lugares considerados sagrados para os xiitas , onde 33 pessoas, além do terrorista. Logo depois, um carro-bomba explodiu em Ramadi (110 km a oeste de Bagdá) e 67 pessoas morreram e outras 105 ficaram feridas.
Informações da rede de TV americana afirmam que 100 pessoas morreram nos ataques, mas ainda não há confirmação oficial por parte das autoridades iraquianas. O balanço foi feito em dois hospitais da cidade sunita a oeste de Bagdá.
Os atentados marcam o segundo dia de um aumento brutal da violência no Iraque, e mostra as profundas divisões entre as facções religiosas no país, que não conseguem chegar a um acordo sobre a divisão de poder após as eleições de 15 de dezembro último, quando iraquianos foram às urnas escolher o primeiro governo permanente após a queda do ex-ditador Saddam Hussein (1979-2003).
Autoridades já dizem temer uma escalada da violência sectária. Se Karbala é importante para os xiitas, Ramadi é um dos maiores redutos sunitas do Iraque.
Anteontem 52 pessoas morreram e 55 ficaram feridas em múltiplos ataques no Iraque.
Na ação mais sangrenta, um suicida se explodiu em meio a um funeral, que ocorria na cidade de Muqdadiyah, na Província de Diyala (90 km ao norte da capital Bagdá). De acordo com a polícia, 37 pessoas morreram e 40 ficaram feridas nesse ataque.

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