São Paulo - Mísseis israelenses atingiram ontem um caminhão de frutas e legumes estacionado em um armazém na fronteira entre Líbano e Síria, matando 28 civis, a maioria agricultores curdos e sírios. O grupo terrorista Hezbollah também lançou ontem 135 foguetes contra o norte de Israel, matando um civil e deixando nove feridos (um em estado grave). Sete soldados também morreram em outras ações.
O ataque ao armazém ocorreu durante o dia e atingiu a região de Qaa, no vale do Bekaa, que abriga um dos redutos do Hezbollah, além de uma grande comunidade de brasileiros. No último dia 19, um ataque israelense à região matou o brasileiro Dib Barakat, 62 anos, enquanto trabalhava em sua fábrica.
Os corpos e os feridos foram enviados à cidade síria de Homs, pois as rotas para cidades libanesas foram destruídas por ataques anteriores das forças de Israel. A empresa atacada é libanesa e empregava mais de 60 trabalhadores.
Em confrontos no sul do Líbano, houve baixa de ambos os lados. Sete soldados israelenses morreram e quatro ficaram feridos. Israel também anunciou a morte de dez membros do Hezbollah, mas o grupo não confirmou as perdas.
Desde o início da madrugada de ontem, Israel lançou cerca de 150 ataques contra posições do Hezbollah no Líbano. A ofensiva ocorre apesar de o Hezbollah ter advertido que a continuidade das ações israelenses levaria a um ataque contra Tel Aviv, maior cidade de Israel, que fica a cerca de 130 quilômetros da fronteira.
Após 23 dias de combates e cerca de mil mortos (900 deles no Líbano, mais de 70 em Israel) Israel ainda não conseguiu barrar os ataques do Hezbollah, cujos foguetes alcançam distâncias cada vez maiores. Há dois dias, um deles voou por mais de 70 quilômetros, caindo em região próxima à Cisjordânia.

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